Furto e fascismo
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Furto e fascismo

Decisão de Toffoli de negar interdição da extinção do Ministério do Trabalho, pedida pelo PDT, é correta, pois o órgão nunca passou de uma herança fascista que se tornou um antro de roubalheira

José Nêumanne

10 de janeiro de 2019 | 07h09

Fundador do Ministério do Trabalho em 1930, Getúlio, como Hitler, deixava-se fotografar com crianças para angariar simpatia popular. Foto: Museu Joaquim José Felizardo / Fototeca Sioma Breitman

É pouco provável que o presidente do STF, Dias Toffoli, tenha negado o pedido do PDT para interditar a extinção do Ministério do Trabalho, decretada pelo presidente Bolsonaro, pelos motivos que enumero abaixo, mas isso é o menos relevante. O que importa é que o órgão, criado por Getúlio para perpetuar o controle dos sindicatos pelo Estado em 1930, tendo como base a Carta del Lavoro do fascista italiano Mussolini, nunca passou de uma carga pesada demais para as costas da classe operária, apesar de sua retórica trabalhista. E, ao longo do tempo, tornou-se um antro de roubalheira que transferia recursos direto do bolso do operário para os políticos ladinos que o dirigiam. Decisão correta. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da sexta-feira 10 de janeiro de 2019.

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