Flagrante delito

Flagrante delito

Propostas discutidas por líderes partidários com ministros do TSE são de um cinismo aterrador

José Nêumanne

17 de março de 2017 | 18h43

Jucá, o Caju da Odebrecht, conta com a cumplicidade de colegas e do TSE para reduzir penas de partidos Foto Dida Sampaio/Estadão

Caju  obteve a cumplicidade de colegas e do TSE para reduzir penas de partidos Foto Dida Sampaio/Estadão

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), elabora, em parceria com ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), propostas para rever a legislação de partidos políticos. O senador afirmou que irá apresentar, até a próxima semana, de três a quatro projetos sobre o assunto, que devem tramitar em regime de urgência. Sem entrar em detalhes, o senador afirmou que haverá “menos penalidades”. O Caju da lista da Odebrecht é o autor da pérola “vamos deter essa sangria”, referindo-se à Lava Jato. Agora é o primeiro a admitir que o Congresso trabalhar para reduzir as penas dos políticos delinquentes. É a completa desfaçatez disfarçada de distração. É a confissão de um canalha em ação.

(Comentário no Direto do Assunto 2 na Rádio Estadão – FM 92,9 – na sexta-feira 17 de março de 2017, às 7h35m)

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