FHC e Maia, sócios em golpe

No instituto que leva seu nome, tucano recebeu presidente da Câmara dizendo que "quando presidente não exerce poder, outras forças exercem", uma clara conclamação golpista que devia ter evitado

José Nêumanne

07 de março de 2020 | 17h36

Maia tem critica duramente Bolsonaro, dando a entender que Brasil corre risco de autogolpe, enquanto ele maneja marionetes do Congresso para se garantir no lugar. Foto: Helvio Romero/Estadão

Fernando Henrique recebeu Rodrigo Maia em seu Instituto e disse que “‘quando presidente não exerce poder, outros exercem”, numa referência indireta, deselegante e golpista sobre o golpe do falso orçamento impositivo que virou cambalacho. O presidente da Câmara, que prepara rasurar a Constituição e ns regimentos das casas do Congresso para se reeleger para cargo da Mesa, o mesmo que Alcolumbre trama no Senado, aproveitou para desancar o presidente e o ministro da Economia, Paulo Guedes, na referida ocasião, comentando declaração deste de que “só temos 15 semanas para mudar o Brasil”. Segundo Maia, “eles perderam um ano inteiro”. Tudo isso reflete seu temor de que haja manifestações populares de grandes dimensões no domingo 15 de março a favor do chefe do Executivo e contra parte do Congresso. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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