Fanático feriu Bolsonaro
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Fanático feriu Bolsonaro

Candidato foi esfaqueado em Juiz de Fora por fanático político, ex-militante do PSOL e ativista nas redes sociais, não por desafeto pessoal nem louco em ato isolado, como querem fazer crer falsários oportunistas

José Nêumanne

07 Setembro 2018 | 13h09

Bolsonaro não foi esfaqueado por um desafeto pessoal nem por um louco, mas por um fanático político. Foto: Fábio Motta/Estadão

A facada desferida no abdome do deputado Jair Bolsonaro (PSL) pelo servente de pedreiro Adélio Bispo de Oliveira não resultou de um gesto isolado de um doente mental, versão que alguns oportunistas apressadinhos nos querem impor goela abaixo. O agressor não tinha nenhum motivo pessoal para esfaquear a vítima e seu solícito advogado chutou a lógica para longe ao dizer que seu cliente não queria matar, mas apenas ferir seu alvo. Os resultados do gesto assassino falam por si só para desmentir essa lorota. Trata-se de crime político, que atenta contra a democracia e tem que ser tratado com rigor, total busca da verdade e sem explorações nojentas.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na sexta-feira 7 de setembro de 2018, às 7h30m)

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Assuntos para o comentário de 7 de setembro de 2018

 

1 – Haisem – O atentado contra o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, em Juiz de Fora, Minas Gerais ontem, à tardinha, foi um gesto isolado de loucura, uma agressão fortuita a uma pessoa desconhecida ou um ato de terrorismo político contra a democracia?

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2 – Carolina – Após a facada, a Polícia Federal, responsável pela segurança dos candidatos na eleição de outubro pronunciou-se oficialmente contando que prendeu o “suspeito” e socorreu a vítima, levando-a ao hospital. Isso basta para que a Nação entenda que os responsáveis pela escolta de Bolsonaro cumpriram, de fato, seu dever?

 

3 – Haisem – O presidente Michel Temer chamou o fato de intolerável. O estepe de Lula na campanha eleitoral, Fernando Haddad, disse aos sites My News e Congresso em Foco que seus correligionários, que são democratas, não podem aceitar provocações. Geraldo Alckmin, do PSDB, retirou os ataques ao candidato ferido de sua propaganda no rádio e na televisão. O que você tem a dizer sobre as reações de autoridades e adversários à atitude de violência contra o deputado? Em que o atentado mudará a campanha?

SONORA_TEMER 0709

 

4 – Carolina – Que atitudes você espera agora de Temer, do PT, do PSOL, partido de extrema esquerda em que o agressor militou até pouco tempo atrás, e os adversários em geral do candidato do PSL deveriam adotar para que o episódio de Juiz de Fora não tenha funestas conseqüências sobre a campanha e o Estado de Direito no Brasil?

 

5 – Haisem – Depois que o relator da Lava Jato, o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, negou recurso do PT para cancelar a condenação que impede Lula de disputar a eleição presidencial, o decano do STF, ministro Celso de Melo, também adotou a mesma postura. O que os lulistas estão esperando para cumprir ordens peremptórias dos juízes?

 

6 – Carolina – O que você achou das indignadas mensagens de Michel Temer nas redes sociais contra seus ex-aliados Geraldo Alckmin e Fernando Haddad?

 

7 – Haisem – Que tipo de incômodo podem ter criado para o presidente da República as conclusões do inquérito sobre propinas da Odebrecht ao MDB que o comprometem, assim como também lançam suspeitas sobre seus auxiliares próximos Eliseu Padilha e Moreira Franco?

 

8 – Carolina – Quem é a convidada e qual é o principal tema da edição desta semana da série Nêumanne entrevista publicada no Blog do Nêumanne?