Falando mais do que a boca
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Falando mais do que a boca

Ao acusar procuradores de vazamento sem apresentar fatos, Gilmar quebra decoro de juiz supremo

José Nêumanne

22 Março 2017 | 12h28

Gilmar Mendes em raros momentos: no STF e de boca fechada Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

Gilmar Mendes flagrado em raros momentos: no STF e de boca fechada Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ao defender a anulação de depoimentos de delação premiada divulgados pela imprensa e dizer que “vazamento é eufemismo para um crime que os procuradores certamente não desconhecem”, o presidente do TSE, Gilmar Mendes, fala cada vez mais e de forma cada vez mais irresponsável. Se a lei impede os servidores públicos de revelarem à sorrelfa as informações de processos sob sigilo da Justiça, eles cometem, sim, crimes e estes podem até ser denunciados, como ele fez, apurados, como ele deveria ter mandado fazer, mas não fez, para ser punidos, o que até agora em todo processo não ocorreu. E deixa claro de que está no lado dos citados em delações, e não da sociedade que quer limpeza e justiça.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quarta-feira, 22 de março de 2017, às 7h30N)

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