Facebook pega Bolsonaros na mentira

Rede social norte-americana derrubou 35 contas, 14 páginas e 1 grupo, além de 38 perfis no Instagram, que funcionavam como máquina de propaganda e disseminação de ódio pelo clã do presidente

José Nêumanne

10 de julho de 2020 | 21h17

Apesar de ter sido eleito vereador no Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro dá expediente no “gabinete do ódio”, no Palácio do Planalto, em Brasília, e Facebook denunciou seus crimes. Foto: Renan Olaz/CMRJ

Desde setembro passado, o Brasil se familiarizou com a expressão “gabinete do crime” para definir uma repartição informal, mas paga com dinheiro público, instalada a 20 metros do gabinete do presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto para difamar inimigos e exaltar feitos do chefe, todos fictícios, por robôs e militantes fanáticos. Essa constatação produz agora mesmo inquéritos no STF, no TSE e em CPMI e inspira uma lei aprovada no Senado e em discussão na Câmara. Tais iniciativas tímidas e lerdas foram, contudo, superadas pelo Facebook, que, temendo boicote de grandes anunciantes, que o sustentam, contratou especialistas para pesquisarem as tais fake news, expressão carinhosa para crimes graves. E chegaram aos usuários do sistema criminoso, financiado pelo erário: Jair, Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro e seus asseclas executores Tércio Arnaud, Matheus Salles Gomes, Mateus Diniz, Ottoni de Paula e Daniel Silveira, entre outras figuras de destaque das adequadamente chamadas de milícias virtuais. Ou seja, o gabinete caiu. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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