Facada na democracia
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Facada na democracia

Como não foi um crime comum, mas um atentado politico contra democracia e liberdade, facada em Bolsonaro parece fadada a repetir antecedentes polêmicos como os casos Celso Daniel e Toninho do PT

José Nêumanne

04 Outubro 2018 | 17h00

Adélio não é um criminoso comum, mas, sim, um delinquente político, sujeito à Lei de Segurança Nacional. Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Apesar de ter como ponto de partida uma vantagem inusitada em inquéritos criminais no Brasil, a investigação da PF sobre a facada de Adélio Bispo de Oliveira em Jair Bolsonaro, candidato do PSL e líder nas pesquisas de intenções de votos no País, tendo um autor conhecido, patina em torno do óbvio (o autor é dado como insano mental e um “lobo solitário”). Isso parece ser óbvio, mas é, sobretudo, inócuo, pois essa evidente tentativa de assassinato em público e à luz do sol não é um crime pessoal, mas um atentado político. E, como tal, deve ser investigada com mais desvelo e lógica para evitar o vexame de inquéritos para desvemdar delitos políticos recentes no Brasil – como as execuções dos petistas Celso Daniel e Toninho do PT. Este é o assunto que tratei num vídeo no youtube.

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