Fabrício só mudou de prisão

Impressão dos agentes da lei que foram prendê-lo em Atibaia é de que faz-tudo de Flávio Bolsonaro não estava propriamente se escondendo em Atibaia, mas em cativeiro de sequestrado

José Nêumanne

19 de junho de 2020 | 22h10

Frederick Wassef, “anjo da guarda” da família e advogado de Jair e Flávio Bolsonaro, cedeu imóvel em Atibaia para cativeiro de Fabrício numa mancada espetacular. Foto: Gabriela Biló/Estadão

Na quinta-feira 18 de junho de 2020, às 6 horas, começou a ser realizada a transferência do cárcere privado em que era mantido reclusa a principal testemunha do escândalo da partilha de vencimentos de funcionários do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Alerj do Rio, Fabrício Queiroz, para o complexo presidiário de Bangu. O dia reservado pelo presidente Jair Bolsonaro para aplausos pela demisão do ministro da Falta de Educação, Abraham Weintraub, Já Vai Tarde ou Weintrouble, começou com a bomba da involuntária mudança do ex-faz tudo do primogênito da chácara do advogado Fred Wassef, o faz-tudo da famiglia presidencial, com potencial para provocar consequências imprevisíveis, considerando a possibilidade da prisão de sua mulher, Márcia de Oliveira, foragida da Justiça. É claro que presidente e filhote 01 tentarão pular fora apostando que somos estúpidos como eles e, só por isso, acreditaríamos em mais uma de suas lorotas. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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