Extremo cinismo de Gilmal
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Extremo cinismo de Gilmal

Mendes execra Moro e Dallagnol por suspeita de manterem contato por aplicativo no julgamento de Lula, mas atua como porta-voz da defesa do réu, que ainda não soltou, e mantém chance de soltá-lo após férias

José Nêumanne

26 de junho de 2019 | 11h47

Decano Celso e colega Marco Aurélio, pares no sobrenome Mello e na oposição sem trégua ao começo de cumprimento de pena após segunda instância. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Cinismo do ministro do STF Gilmal Mendes chegou ao extremo na sessão de julgamento da Segunda Turma do recurso da defesa de Lula arguindo parcialidade do ex-juiz Moro na condenação de seu cliente no caso do tríplex do Guarujá, ao referir-se a um possível desvio ético deste, conforme revelações de eventuais mensagens não comprovadas pelo Intercept, e servir de arauto das teses de defesa do petista. Ao forçar uma chicana proposta pelo advogado Zanin, apelando para a idade e os mais de 400 dias de pena cumpridos pelo ex, o ex-advogado geral da União de FHC, permitiu a seu colega de defesa do fim da jurisprudência do início de cumprimento de pena pós-segunda instância, decano Mello, encontrar um meio de não se responsabilizar pela possível convulsão social com a libertação do preso mais famoso do País.

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Assuntos para comentário da quarta-feira 26 de junho de 2019

1 – Haisem – “STF mantém Lula preso e adia análise da suspeição de Moro” – esta é a manchete do Estado e da Folha hoje. O que levou, a seu ver, o ministro Gilmar Mendes a servir de auxiliar da defesa ao dar a solução da sessão da Segunda Turma adiando a decisão sobre parcialidade de Moro e propondo soltar Lula provisoriamente até a decisão da turma

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2 – Carolina – O que levou os cinco ministros da turma a manterem a espada de Dâmocles sobre a cabeça do ministro da Justiça até decidirem o mérito do recurso de Lula pedindo a declaração de sua parcialidade

3 – Haisem – Na sua opinião, a Segunda Turma do STF espera por revelações bombásticas nas mensagens de posse do site The Intercept Brasil para crucificar os desafetos de Gilmar Moro e Dallagnol

4 – Carolina – Que razão tem o ativista americano de esquerda Glenn Greenwald de cobrar de Moro e Dallagnol a definição do que está certo ou errado nas mensagens que lhes tem atribuído conluio

5 – Haisem – O que você acha que levou o presidente do Senado a dizer numa refeição em Brasília que, se Moro fosse parlamentar, estaria preso ou cassado depois das revelações do site The Intercept Brasil de suas mensagens para os procuradores da Lava Jato

6 – Carolina – Você acha que Bolsonaro agiu de maneira correta ou equivocada ao revogar os decretos sobre armas

7 – Haisem – O que abespinhou tanto Bolsonaro na lei do Congresso mudando a gestão das agências regulatórias a ponto de vetar o dispositivo que limita a prerrogativa presidencial na nomeação de seus dirigentes

8 – Carolina – Qual o tema de seu artigo na página de Opinião do Estadão de hoje

 

 

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