Execução do músico não foi acidental, general!
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Execução do músico não foi acidental, general!

Execução de Evaldo por militares que faziam guarda na Vila Militar no Rio e o fuzilaram com 80 tiros quando passava na rua não foi acidente nem se deve apenas lamentar, pois é muito mais

José Nêumanne

11 de abril de 2019 | 11h42

Parentes e amigos de Evaldo Rosa protestaram contra despreparo de atiradores e omissão de quem cala sobre seu fuzilamento. Foto: Wilton Júnior/Estadão

Causa armamentista cala Bolsonaro, Witzel e Crivella sobre vergonhoso fuzilamento do músico Evaldo Rosa pelas costas, desarmado, sem passagem pela polícia e sem ter recebido ordem para parar seu carro alvejado por 80 balas disparadas de uma patrulha despreparada de militares do Exército responsáveis pela guarda da Vila Militar, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. A Justiça Militar os mantém presos, como devia ser, mas o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, definiu equivocadamente o episódio como “lamentável acidente”. Lamentável é pouco e acidente, errado: não se disparam 80 projéteis por acaso ou “fatalidade”, como dizem interessados em abafar massacre.

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Assuntos para o comentário da quinta-feira 11 de março de 2019

 

1 – Haisem – A que conclusões você chega quanto ao silêncio de Jair Bolsonaro, Wilson Witzel e Marcelo Crivela e à canhestra reação do comando militar do Sudeste agora que a Justiça Millitar determinou que nove dos militares que fuzilaram o músico em Guadalupe continuem presos

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2 – Carolina – O que motivou e que consequências podem ter a declaração do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, a respeito das milícias nas comunidades do Rio de Janeiro

 

3 – Haisem – O que você acha que a sociedade brasileira espera que seja a sentença do juiz federal de Juiz de Fora que determinará o destino do ex-filiado do PSOL Adélio Bispo de Oliveira que tentou matar à faca o então candidato favorito à Presidência da República em 6 de setembro de 2018

 

4 – Carolina – Que razões teve a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para recorrer da decisão “de ofício” do ministro do STF Luis Roberto Barroso de arquivar inquérito sobre as razões do desembargador do TRF 4 Rogério Favreto para soltar Lula em julho de 2018

 

5 – Haisem – O que pretende a força-tarefa da Lava Jato para pedir o aumento de pena de Lula no processo em que é acusado de aceitar reformas do sítio de Atibaia em troca de favorecimento às empreiteiras ofertantes, Odebrecht e OAS

 

6 – Carolina – A que desdobramentos pode levar a determinação pelo juiz Sérgio Roberto Emílio Louzada, da Segunda Vara da Fazenda do Rio para bloquear R$ 38 milhões do ex-procurador-geral da Justiça Cláudio Lopes

 

7 – Haisem – Em que as primeiras medidas anunciadas pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, diferem do estilo de administrar adotado por seu antecessor, Vélez Rodríguez, e a que destino elas podem conduzi-lo

 

8 – Carolina – Havia algum motivo especial para em meio às tragédias do Rio de Janeiro nestes últimos dias a Assembleia Legislativa do Estado dar a seus membros o direito a prisão especial e porte de armas