Ex-amigo delata Bolsonaro

Defesa de Flávio de que Marinho quer prejudicá-lo para assumir seu lugar no Senado e prejudicar presidente é de tal fragilidade que deveria ser tomada como confissão pelo Ministério Público

José Nêumanne

26 de julho de 2020 | 20h15

Confirmada por fatos (demissões de Queiroz e Natália), denúncia de Marinho sobre vazamento da Operação Furna da Onça não pode submergir sob silêncio imposto pelo Centão. Foto: Wilton Jr./Estadão)

O Jornal Nacional divulgou a íntegra do depoimento que Paulo Marinho, empresário carioca que emprestou a casa para Jair Bolsonaro gravar seus programas para a campanha eleitoral presidencial de 2018, deu para o MPF, no qual contou que um agente da PF contou a Flávio Bolsonaro que a Operação Furna da Onça tinha sido adiada para evitar prejudicar o pai no segundo turno da eleição com a revelação de movimentação milionária na conta do assessor do hoje senador, na Alerj. O depoimento convence, pois dois argumentos usados para se defender pelo primogênito do presidente Bolsonaro – o interesse do delator, suplente na vaga no Senado, e a tentativa de prejudicar o pai – são tão frágeis quanto o alegado cansaço para demitir Fabrício Queiroz e sua filha Natália dos gabinetes dos então deputados estadual e federal, filho e pai. E Gilmar tirou a sorte grande ao ser sorteado para relatar no STF o 11.º pedido de Flávio para interromper o inquérito sobre o escândalo. Direto ao Assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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