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Estamos de olho, dr. Aras

Procurador-geral não foi à sessão em que foi exibido o vídeo com a reunião em que Bolsonaro ameaçou demitir Moro se não lhe deixasse demitir Valeixo e é de bom alvitre observá-lo de perto

José Nêumanne

15 de maio de 2020 | 21h49

Já é público e notório que procurador-geral da República, Aras, acha que será indicado por Bolsonaro para o STF e, por isso, tenderá a arquivar inquérito contra ele, se cuida, doutor. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Convidado pelo ministro do STF Celso de Mello, o procurador-geral da República, Augusto Aras, não foi à sessão em que foi exibido o vídeo-bomba que confirma, aprofunda e contém provas materiais das acusações pesadas feitas pelo ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, que o nomeou para o cargo, desafiando a instituição, que tinha tornado tradição da indicação de uma lista tríplice de candidatos a serem levados ao presidente, o que não foi seu caso. Agora lhe caberá decidir se oferecerá denúncia contra quem o nomeou e, o que é ainda mais grave, sonha com a indicação pelo mesmo do substituto do decano, que se aposentará compulsoriamente em novembro que vem. O Senado, a quem caberá julgar o impeachment, caso passe por maioria de dois terços na Câmara, também poderá afastá-lo do empregão, caso ele contrarie a sociedade, principalmente se o chefe da investigação dos eventuais crimes do presidente liberar totalmente a exibição pública dessas provas.. E a sociedade, depois de ter ciência da absurda reunião de boteco imundo, vulgo ministério, estará de olho em sua decisão, não deixando que passe o pano. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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