Em prol de amigos suspeitos

Em prol de amigos suspeitos

No STF Alexandre de Moraes foi coerente com passado de secretário de Alckmin, que atribuía medo do PCC à "mídia" e de ministro de Temer, a quem agradeceu com voto indicação para topo da carreira

José Nêumanne

29 de novembro de 2018 | 16h26

Por subsídios reajustados, ministros do STF encaminham votação para dar a Temer poder de soltar quem quiser em mais dois indultos. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A sessão plenária do STF em que começou o julgamento do indulto de Natal do ano passado, decretado por Temer, teve início com o voto lúcido e informativo do relator, Barroso, mas continuou com outro de Alexandre de Moraes abrindo dissidência, que tem tudo para prevalecer. E este garantiu o direito dado ao chefe do Executivo de soltar quem quiser, atribuído pelos guardiões da Constituição à própria. Pelo andar da carruagem, deu bandeira de que a preferência por alguns bandidos da classe política faz parte de um grande acordo geral em que time dos ministros ditos “supremos” acertou tudo previamente com o chefe do Executivo, os suspeitos do Legislativo pela impunidade e contra a Lava Jato.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quinta-feira 29 de novembro de 2018, às 7h30m)

Para ouvir clique aqui e, em seguida, no play

 

1 – Haisem – Pezão é preso pela Lava Jato no Rio

 

2 – Carolina – Votação do indulto no STF – 1 a 1

SONORA_BARROSO 2911

 

3 – Haisem – Alexandre de Moraes – voto liberou geral para Temer

SONORA_MORAES 2911

 

4 – Carolina – Gilmar – Indulto é necessária para esvaziar prisões

 

5 – Haisem – Palocci de volta pra casa com tornozeleiras

 

6 – Carolina – Inconfidência de Eduardo Bolsonaro nos EUA sobre Previdência – furo de Beatriz Bulla

 

7 – Haisem – Esforço na Câmara para reverter Lei das Estatais em benefício de políticos

 

8 – Carolina  Entrevista do editor Zé Mario Pereira no Blog do Nêumanne

 

 

 

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