Eles sabem onde buscar nosso dinheiro

Enquanto protelam decisões que podem salvar vidas ceifadas pela pandemia, nossos congressistas encontram fórmulas infalíveis para distribuírem recursos públicos nas chamadas emendas parlamentares

José Nêumanne

02 de março de 2021 | 19h47

Com a pandemia, parlamentares decidem nosso destino à distância e plenários, como este do Senado, ficam vazios, mas conhecem bem o caminho do tesouro nos cofres da República empobrecida. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

No momento em que discute de onde tirar dinheiro para uma nova rodada de auxílio emergencial, o Congresso se prepara para derrotar o governo e tomar o controle de fatia maior do Orçamento. Além do que já têm direito por meio de emendas deputados e senadores querem aumentar em R$ 18,4 bilhões o valor em que podem indicar a destinação. Desta forma, caberá aos parlamentares dizer como e com o que o Executivo vai gastar R$ 34,7 bilhões do dinheiro público neste ano. O Congresso é cada vez mais um clube privado, uma confraria, e cada vez menos o poder que representa a cidadania, o povo. Esta é uma tendência antiga que ganhou corpo quando o Congresso se declarou Constituinte e votou uma Constituição a serviço da classe política, e não do povo que elegeu seus membros. E só tem se agravado.

Para ouvir comentário clique aqui e, em seguida, no play

 

Assuntos para comentário da terça-feira 2 de março de 2021

1 – Haisem – Congresso quer mais 18 bilhões de reais para emendas – Este é o título de uma chamada no alto da primeira página da edição impressa do Estadão de hoje. Por que, em sua opinião, agora, em plenas pandemia sanitária e recessão econômica, o Congresso não para de exigir mais dinheiro para os representantes do povo?

2 – Carolina – Com UTIs lotadas, secretários de Saúde defendem lockdown – Esta é a manchete de primeira página do jornal desta terça-feira. Por que essas restrições mais rigorosas ainda não foram adotadas no Brasil para que possamos sair dessa zona de perigo de morte em que toda a sociedade brasileira está vivendo

3 – Haisem – Para genro de Sílvio, SUS pertence ao patrão – Este é o título de seu artigo que neste momento circula no Blog do Nêumanne no Portal do Estadão. Que atitude do ministro das Comunicações, Fábio Faria, seu texto critica especificamente

4 – Carolina – Por que, a seu ver, repercutiu tão mal a compra de uma mansão de quase seis milhões de reais em Brasília pelo primogênito do presidente Jair Bolsonaro, Flávio

5 – Haisem – “É preciso parar esse cara” – Este é o título do primeiro editorial do jornal hoje, citando a frase de mais impacto da entrevista do senador Tasso Jereissati ao jornal. Por que essa conclusão produziu tanto impacto, em sua opinião

6 – Carolina – Rodrigo Pacheco Presidente do Senado: “CPI da Saúde não teria como funcionar” – Este é outro título de chamada de primeira página do Estadão de hoje. O que impede o Poder Legislativo de cumprir seu dever precípuo e rotineiro de fiscalizar o Executivo

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.