Eleitor rejeita tutela
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Eleitor rejeita tutela

Manifesto de ativistas de partidos, cujos candidatos temem perder para Bolsonaro no primeiro ou no segundo turno, é tentativa de tutelar eleitor, da qual PT fica longe, pois sabe que fica no jogo

José Nêumanne

24 de setembro de 2018 | 15h54

Aguinaldo Ribeiro, André Moura, Paulinho da Forca e Valdemar da Costa Neto, do Centrão, preparam desembarque da nau tucana. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Ante derrota que eles mesmos preveem, mas não é líquida nem certa, para candidato de direita Jair Bolsonaro, do PSL, Alckmin, Centrão, Ciro e Marina vendem ilusão da “terceira via” para evitar radicalismos alertando para possível desastre, caso favorito nas pesquisas vença no primeiro turno ou chegue ao segundo, provável, mas não inexorável. Enquanto isso, o PT, que conta com o preposto de Lula, Fernando Haddad, no segundo turno, aproveita-se da troca da “eleição sem Lula é fraude” e do “Lula Livre” pela hashtag “#elenao”, mas não adere nem ao manifesto de seis centrais sindicais sem a CUT, por saber que continua no jogo e, se perder a eleição, vai se consagrar como oposição à mão. Insultar o cidadão é uma fria.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na segunda-feira 24 de setembro de 2018, às 7h30m)

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Abaixo, os assuntos para o comentário de segunda-feira 24 de setembro de 2018

 

1 – Haisem – Quais serão, a seu ver, os efeitos que serão produzidos pelo manifesto que alguns artistas, empresários, advogados e ativistas ameaçam, conforme noticia o Estadão, assinar e divulgar numa tentativa de evitar uma eventual vitória do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro?

 

2 – Carolina – O que tem a atual campanha eleitoral de original e atraente a ponto de a popularíssima cantora Anitta virar protagonista de um desafio feito por alguns dee seus colegas de profissão para que ela aderisse ao hastag Ele não?

 

3 – Haisem – A nota assinada por seis centrais sindicais contra “o projeto fascista de Bolsonaro” produzirá, em sua opinião, algum efeito prático no resultado da eleição presidencial, cujo primeiro turno ocorrerá no domingo 7 de outubro próximo?

 

4 – Carolina – O candidato à Presidência da República pelo PSLJair Bolsonaro, está dando os retoques finais no que vem sendo chamado de “Manifesto à Nação”, no qual pretende fazer um compromisso em defesa da democracia, responder às críticas de racismo e misoginia, e reiterar ao mercado de que trabalhará pelo ajuste fiscal. Essa iniciativa terá, a seu ver, algum efeito prático?

 

5 – Haisem – O que você acha que levou o candidato que no momento lidera as pesquisas de opinião pública na disputa pela Presidência, Jair Bolsonaro, no PSL, a advertir, em petição ao Tribunal Superior Eleitoral, sobre a eventualidade de fraude na coleta e contagem dos votos?

 

6 – Carolina – Página 4 do Estadão hoje abre a editoria de Política com a notícia de que “Centrão já discute segundo turno sem Alckmin”. Será que é o caso de dizer que tem traição à vista por aí? Essa eventual perspectiva o surpreendeu ou você já esperava por ela?

 

7 – Haisem – Você se surpreendeu com a notícia dada pelo repórter Marcelo Godoi, do Estadão, segundo a qual os inquéritos abertos pela Polícia Federal contra organizações criminosas tenham como protagonistas delitos de natureza política, superando o segundo lugar, ocupado pelo tráfico de drogas?

 

8 – Carolina – É verdade mesmo que a senadora Gleisi Hoffmann e a ex-presidente Dilma Rousseff, ambas do PT, também terão de se explicar à autoridade policial a respeito do decreto das concessões dos portos no inquérito protagonizado pelo presidente Michel Temer e por seus assessores Moreira Franco e Eliseu Padilha?