…e só restou Bendegó, lembrança de Canudos
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…e só restou Bendegó, lembrança de Canudos

Meteorito que caiu na Bahia e resistiu ao incêndio do Museu Nacional domingo passa a ser único testemunho histórico da forma vil como elite política brasileira trata patrimônio público

José Nêumanne

05 Setembro 2018 | 12h30

Aproveitando-se da comoção nacional pela perda do acervo de nosso mais antigo museu, culpados pelo desastre tentam locupletar-se. Foto: Fábio Motta/Estadão

A Universidade de São Paulo (USP) e o ex-governador do Estado Geraldo Alckmin devem explicações sobre o cupim que ameaça a integridade das paredes do Museu do Ipiranga, fechado à visitação desde 2015 e com obras a serem iniciadas no ano que vem. Ou quando, enfim, não chegarem as calendas gregas. Fernando Haddad, o estepe de Lula, não terá como explicar seu silêncio no governo do patrono, quando foi ministro de Educação, sobre a ominosa situação em que a memória nacional embolora, apodrece e arde, enquanto os chefões partidários enriquecem ilicitamente. Nenhum dos dois projetos assinados por Jair Bolsonaro e aprovados em seus 27 anos na Câmara diz respeito a esse assunto. A militância ecológica de Marina Silva não inclui uma denúncia da penúria dos museus, tema também excluído da enxúndia demagógica de Ciro Gomes.

Só restará como testemunho da inépcia deles Bendegó, meteorito que caiu perto de Canudos e resistiu ao fogo feroz.

(Estes são os dois últimos parágrafos de meu artigo Incêndio do Museu Nacional foi um crime, publicado na página A2 (Opinião) do Estado de S. Paulo da quarta-feira 5 de setembro de 2018)

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