E o desemprego, estúpido?
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E o desemprego, estúpido?

Com mais de 13 milhões de brasileiros desempregados, tarefa do governo de aprovar reforma da Previdência para destravar economia entra em círculo vicioso e torna paralítica sua necessária ação política

José Nêumanne

01 de maio de 2019 | 11h28

Desemprego em alta piora economia em baixa, dificultando ação política do governo para destravá-la. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A economia brasileira vai de mal a pior e o índice mais significativo do quadro preocupante é o do desemprego calculado pelo IBGE para o primeiro trimestre, que continua em curva crescente, chegando a 12,7%, ao superar 13 milhões de trabalhadores. O dado é sazonal e um pouco inferior ao registrado à mesma época no ano passado, mas demonstra as dificuldades que o País tem enfrentado para conseguir sair da situação deprimente dos últimos anos do período petista-peemedebista. Para emergir desse fosso, que ainda parece sem fundo, em que a produção brasileira afundou, resta a esperança numa economia a mais próxima possível de R$ 1 trilhão nas despesas da Previdência após a reforma ser aprovada pelo Congresso, mas está ficando óbvio que não basta: o governo deve concentrar-se só nela e evitar debates estéreis.

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Assuntos do comentário da quarta-feira 1 de maio de 2019:

1 – O que o governo Bolsonaro tem a ver com o fato de o Brasil ter ficado sabendo que 1 milhão e 200 mil patrícios perderam o emprego nos últimos três meses

2 – Será que os EUA falam mesmo a verdade quando informam ao mundo que Nicolás Maduro estava pronto para ceder, mas foi convencido do contrário pela Rússia

3  – Nicolás Maduro espera uma vitória de Cristina Kirchner na Argentina para não ficar tão isolado como está agora entre os vizinhos da América do Sul

4  – Quando a tal resistência de esquerda contra Bolsonaro perceberá, enfim, a diferença entre um regime que elegeu legitimamente o presidente de outro que não tem pudor de mandar carros de combate passar por cima de manifestantes pacíficos na rua, como ocorreu na Venezuela

5  – Quando apelou para o presidente do Banco do Brasil baixar os juros para produtores rurais, Bolsonaro mandou porta-voz dizer que era brincadeira. Mas ontem ele repetiu a mesma piada e continua querendo que não o levem  a sério

6  – Os assustados com Moro, incluindo a família Bolsonaro, vão descansar quando lhe tirarem o Coaf e a Segurança Pública ou também tentarão impedir que ele continue moralizando a licença para sindicatos funcionarem

7 – Por que em vez de fazerem uma autocrítica sobre seus delitos, como Lula sugeriu que o resto do Brasil fizesse, o PT insiste em demonizar agentes da lei, inclusive juízes, como foi o caso da substituta de Moro em Curitiba, Gabriela Hardt, como se eles fossem culpados pelo que eles fizeram de mal e pior no País em suas três gestões e meia

8 – Que fortes motivos os ministros do STF Cármen Lúcia e Celso de Melo tiveram para negar o pedido do ministro do Superior Tribunal de Justiça Joel Paciornik – aquele que se disse impedido de julgar recurso que reduziu a pena de Lula – para censurar Marco Antônio Villa

 

 

 

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