É hora de união, estamos em guerra

A primeira vítima da insistência na polarização na política, dos conflitos sociais e da guerra ideológica é o cidadão desprotegido, que, se não morrer da pandemia, terminará tragado pela poço sem fundo da economia

José Nêumanne

23 de março de 2020 | 20h32

P ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, repetiu a conclamação de Donald Trump: “estamos em guerra” contra um inimigo desconhecido e perigoso. Foto: Joédson Alvez/EFE

O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, deu a palavra de ordem que deve ser entendida por todos. Não foi o primeiro a dizer que estamos em guerra contra o terrível vírus que criou uma formidável crise sanitária com repercussão mortal na economia e efeitos políticos que ainda parecem não estar sendo entendidos pelos maiorais da República, dos Estados e dos municípios. Ele ecoou o que líderes mundiais já manifestaram: Trump, Merkel, Macron e até o renitente Boris Johnson. A polarização, normal na política, é o primeiro inimigo comum a todos a ser combatido. Só união e solidariedade salvarão vidas sob ameaça neste instante sinistro da história de nosso tempo. Brigas entre presidente e governadores, oposição e governo, empresários e sindicalistas provocarão danos irreparáveis para todos, principalmente os menos assistidos. Os oportunistas, especialmente os da política, pagarão um alto preço por sua insensibilidade nas próximas eleições. A sociedade punirá em peso nas urnas a insídia deles. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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