“´É hora de trabalhar, presidente”

Nas eleições municipais de domingo 15 de novembro a cidadania mandou recados aos líderes que pretendem disputar segundo turno em 2022: "Xô, Lula" e "Vai trabalhar, Bolsonaro"

José Nêumanne

16 de novembro de 2020 | 17h48

Jair Bolsonaro segura uma criança enquanto cumprimenta eleitores no bairro Bento Ribeiro, na zona norte do Rio, após ter votado na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar Foto: Wilton Junior/ Estadão

Os dados disponíveis das apurações das eleições municipais de 2020 nos autorizam a concluir que o cidadão se manifestou pelo voto para mandar seu servidor número um, Jair Bolsonaro, trabalhar como deveria e não fez até agora, tema do primeiro editorial do Estadão “Vai trabalhar, presidente”. E também para revelar o enorme erro de avaliação do ex-presidente Lula que manteve seu partido, o PT, sob escravidão, provocando o surgimento da dupla do PSOL, Guilherme Boulos e Luíza Erundina, que chegou à disputa em segundo turno com o tucano Bruno Covas mercê da falta de um espelho confiável na casa do ex-presidente. Eleições municipais costumeiramente não têm influência definitiva sobre as presidencial e estaduais, mas servem de alerta a governantes insensíveis. Este foi meu comentário no programa Eleições Eldorado 2020 ancorado por Emanuel Bomfim e Patrícia Ferraz na Rádio Eldorado 107.3 no domingo 15 de novembro de 2020, às 20h20m.

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