E França tinha razão
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E França tinha razão

Ao anunciar Kassab, processado na Lava Jato, na coordenação política do futuro governo de São Paulo, Doria revela que não leva a sério seu compromisso com rigor ético e quer mesmo é disputar Presidência em 2022

José Nêumanne

06 Novembro 2018 | 07h04

Ao indicar Kassab para ser coordenador político de seu futuro governo paulista, Doria confirma críticas que lhe fez França na campanha. Foto: Gabriela Biló/Estadão

A escolha do ex-prefeito de São Paulo e chefão nacional do PSD, Gilberto Kassab, para a Casa Civil e, portanto, a articulação política do futuro governo do Estado de São Paulo, indica que o governador atual, Márcio França, tinha razão quando insistia na campanha que o vencedor João Dória é dado a faltar com a verdade e não leva a sério o compromisso assumido com o eleitor de cumprir os mandatos que disputa, sempre de olho num degrau acima da caminhada para o poder. O escolhido responde a processo por improbidade administrativo na Lava Jato, o que compromete o discurso moralista do tucano, que também deixa claro que ainda sonha com a disputa pela Presidência em 2022. Este é meu comentário para o Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da terça-feira 6 de novembro de 2018.

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