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É dever do decano liberar o vídeo

Versão estapafúrdia de Bolsonaro tende a ser desmascarada quando decano Celso de Mello derrubar sigilo sobre vídeo que fornece prova material de que Moro foi pressionado por ele

José Nêumanne

14 de maio de 2020 | 21h00

Expectativa da Nação de ver vídeo da reunião em que Bolsonaro pressionou Moro está nas mãos do decano e relator do inquérito no STF, Celso de Mello, que resolverá nesta sexta 15. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A divulgação parcial do vídeo que compromete o presidente Jair Bolsonaro e prova materialmente que acusações que o ex-ministro Sérgio Moro significa tirar do contexto, como dizem, aliás, os bolsonaristas. Qual seria o trecho a ter aberto o sigilo, se Bolsonaro garante que não falou as palavras polícia federal e superintendências ao longo da reunião e não se referia explicitamente ao assunto tratado, mas à segurança institucional sobre a qual não há nenhuma acusação ou polêmica? Que assuntos de segurança nacional podem ter sido abordados numa reunião de 30 pessoas neste momento de pandemia trágica e pandemônio administrativo? E que lei obriga o Estado a dar segurança a “amigos” do presidente, citados genericamente? O melhor é Celso de Mello liberar o vídeo todo e permitir ao cidadão ver todos os contextos.

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Assuntos para comentário de quinta-feira 14 de maio de 2020:

1 – Haisem – Você acha que há alguma razão objetiva para o decano do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, autorizar a quebra do sigilo da reunião de 22 de abril do Conselho de Governo apenas para a parte referente à acusação contra Bolsonaro a respeito da Polícia Federal

2 – Carolina – O que você tem a dizer sobre a opinião do chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Augusto Heleno, que quem acha que a divulgação integral do vídeo deve ser integral é impatriota

3 – Haisem – A que conclusões você chegou ao tomar conhecimento dos depoimentos de delegados da Polícia Federal e da deputada federal Carla Zambelli no inquérito do Supremo Tribunal Federal que apura as acusações do ex-ministro de Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro

4 – Carolina – General “se equivocou” no depoimento, diz presidente – diz notícia de primeira página no Estadão de hoje. Quem você acha que falou a verdade sobre Jair Bolsonaro ter pronunciado as palavras Polícia Federal na reunião do Conselho de Governo: ele ou o general Luiz Eduardo Ramos

5 – Haisem – Bolsonaro entrega exames com codinome e resultado negativo – diz a manchete da edição do Estadão de hoje. O que você acha desse episódio todo, dp fato noticiado à longa batalha judicial durante a pandemia e na expectativa da maior recessão da História do Brasil

6 – Carolina –  Cidade de SP já tem 80% dos leitos de UTI ocupados – este é o título de chamada no alto da primeira página do Estadão de hoje. O que esta constatação assustadora revela a respeito da insistência do presidente Jair Bolsonaro em defender o tal do isolamento vertical como o fez ontem

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