É cela ou comitê?
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É cela ou comitê?

Ressuscitando a velha "carteirada", senadores inventam inspeção da cela onde Lula viva em Curitiba, com autorização da juíza de Execuções Penais, que precisa explicar se o criminoso comum pode fazer dela comitê de campanha

José Nêumanne

17 de abril de 2018 | 17h54

Gleisi Hoffmann, presidente do PT, é candidata a leva e traz do líder da prisão para as massas. Foto: JF Diório/Estadão

 

Nos períodos de início de ano e durante 2017 e 2018 houve gravíssimos confrontamentos entre membros de grupos criminosos em presídios em Manaus, Boa Vista, Grande Natal e Goiânia. Ninguém na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal teve a ideia luminosa e corajosa de verificar as condições dessas prisões. A direita e o centro pelo visto nem frequentam as reuniões desse colegiado e, por isso mesmo, a oposição, um zero à esquerda, conseguiu aprovar uma verificação das condições em que o presidiário mais popular do Brasil, Lula, vive na Superintendência da PF em Curitiba. A juíza de Execuções Penais, Carolina Debbos, considerada durona, acedeu e teve início a transformação do local de visitação em comitê de campanha do preso. Este foi um dos assuntos do Estadão às 5, programa da TV Estadão que completa um ano, foi ancorado por Emanuel Bomfim com comentários meus, transmitido do estúdio no meio do jornal e retransmitido ao vivo pelas redes sociais Youtube, Periscope Estadão, Twitter e Facebook na terça-feira 17 de abril de 2018, às 17 horas.

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