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É calamidade pública ou histeria?

Bolsonaro alegou calamidade pública para ter autorização relâmpago do Congresso para usar verbas orçamentárias que normalmente não negadas, mas agora diz que tudo resulta apenas de pânico orquestrado por inimigos

José Nêumanne

25 de março de 2020 | 18h30

Críticas de Bolsonaro ao isolamento social foram recebidas com panelaços em São Paulo, Brasília, Curitiba, Salvador, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre e Belém. Foto: Alex Silva/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro pediu ao Congresso decreto de calamidade pública para permitir que gaste o que quiser com combate à pandemia da covid-19. Mas chamou isolamento social para reduzir o contágio da doença de histeria de autoridades que o adotaram sem consultá-lo em pronunciamento em cadeia de rádio e TV terça-feira, à noite. Ainda disse que o Brasil é diferente da Itália, mas se esqueceu de falar das semelhanças entre China, Espanha, Itália e Estados Unidos, agora no epicentro da pandemia, em especial Nova York. E, em  vez de lamentar as 46 mortes e os 23.201 casos que foram notificados, jactou-se de ser atleta e que, por isso, enfrentará apenas uma “gripezinha”. Seria falta de senso, de sensibilidade ou de consciência cidadã de que todos são iguais perante a lei?

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Assuntos para o comentário da quarta 25 de março de 2020

1 – Haissem – Bolsonaro critica confinamento e quer lojas e escolas abertas – esta é a manchete do Estadão hoje. O que você achou do pronunciamento do presidente da República em rede de rádio e televisão ontem, à noite

2 – Carolina – Qual a importância que você acha que tem agora a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello autorizando os governadores estaduais a manterem as providências que anunciaram para deter a velocidade da contaminação do coronavírus

3 – Haissem – O que os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, podem fazer para resistir ao golpe dado esta noite pelo gabinete do ódio, liderado pelo filho 02 do presidente, Carlos Bolsonaro

4 – Carolina – Governo muda tática e prevê 2,9 milhões de testes – diz título de outra chamada na primeira página do Estadão. Você acha que o governo, que orienta a população a fabricar as próprias máscaras, tem  condição de fazer funcionar uma lojística para distribuir milhões de testes se não conseguiu até agora fazer chegar aos hospitais mil vezes menos

5 – Haissem – O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, fez um apelo à população de São Paulo  e passou a usar a hashtag #fiqueemcasa para reforçar pedido de isolamento social na cidade e anunciou ação conjunta com o governador do Estado, João Doria, para manter a quarentena. Você acha que eles fazem a coisa certa ou estão errando, como acusa o presidente

6 – Carolina – Sob pressão, Japão adia olimpíada para 2021 – diz outro título na primeira página do Estadão. O que representa, a seu ver, esta notícia, para avaliar as dimensões do erro do presidente Jair Bolsonaro e suas eventuais conseqüências sobre a saúde de 200 milhões de brasileiros

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