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E Bolsonaro demitiu Mandetta

Presidente usou habitual metáfora conjugal - "divórcio consensual" - para atenuar decisão de demitir ministro em plena crise da covid-19 e mentiu, pois motivos foram ciúme, inveja e frio cálculo eleitoral

José Nêumanne

17 de abril de 2020 | 22h47

Na posse de Teich no Planalto clima tenso entre Bolsonaro e Mandetta foi quebrado plor cumprimento de cotovelos e, depois, elogios do presidente ao ex-ministro. Foto: Evaristo de Sá/ADP

O presidente Jair Bolsonaro foi proibido pelo STF, em votação unânime, de impedir decisões de isolamento social decretada por governadores estaduais e prefeitos municipais. Ainda assim, manteve o mesmo trololó negando a ciência adotado pelo resto do mundo e demitiu Luiz Henrique Mandetta do Ministério Saúde, mentindo covardemente sobre ter sido esta uma decisão compartilhada com o demitido, na hora mais imprópria, à véspera do pico da curva de contágio e mortes da pandemia. Bajulou os militares, como se isso bastasse para apagar da História sua saída negociada por indisciplina do Exército na baixa patente de capitão. E levou a tiracolo o oncologista Nelson Teich, tido como cientista respeitado, mas de memória fraca, pois: esqueceu o que lhe ensinaram Hipócrates e os pais das ciências médicas: a função primeira de qualquer esculápio que se preze é a vida de seu paciente. no discurso de apresentação, o presidente mentiu, ao inventar que o Brasil estava voando economicamente quando a pandemia surpreendeu um país com 12 milhões de desempregados. E ameaçou com estado de sítio para impor o que chama agora de o direito constitucional de ir e vir, como se tivesse votos no Congresso para tanto. E não tem mesmo.Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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