E a tal da governabilidade, hein?
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E a tal da governabilidade, hein?

Proposta de pacto de governabilidade, discutido no STF e por intelectuais, não leva em conta sua verdadeira causa: a proliferação de partidos na Câmara, 38, e uma Justiça Eleitoral ineficiente para impor regras eleitorais

José Nêumanne

09 Outubro 2018 | 06h41

STF se reúne para discutir como fica governabilidade depois da eleição de 28 de outubro próximo. Foto: André Dusek/Estadão

De repente, há um apelo generalizado por um tal pacto de governabilidade, a ser adotado pelos dois candidatos que venceram o primeiro turno e agora disputam o segundo na eleição presidencial daqui a 19 dias – Jair Bolsonaro, do PSL, e o codinome de Lula, Fernando Haddad, do PT. Essas pessoas parecem não perceber que a causa principal da falta de condições para o que eles chamam de governabilidade não está na presidência da República, mas principalmente na pulverização dos partidos políticos na Câmara dos Deputados, que passaram de 28 para 30 nesta eleição, e na forma como são eleitos os mandatários republicanos no Brasil com campanhas biliardárias e fraca Justiça Eleitoral. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde as 6 horas da terça-feira 9 de outubro de 2018.

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