E a caneta de Bolsonaro?
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

E a caneta de Bolsonaro?

Depois de ameaçar demitir Mandetta no fim de semana, Bolsonaro deixou claro a assessores que usaria sua caneta na segunda-feira, mas, pressionado por assessores, parlamentares e ministros do STF, recuou

José Nêumanne

07 de abril de 2020 | 19h20

Nos encontros com seu público fiel à frente do jardim do Palácio, presidente não evita contato físico que facilita o contágio do novo coronavírus, mas ele nem liga. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O fim de semana foi marcado por encontros que o presidente Bolsonaro manteve com aglomerações na frente do portão do Palácio da Alvorada, onde mora, e num templo evangélico na comemoração do domingo de Ramos, reuniões que configuravam claro enfrentamento do isolamento social aconselhado pelo Ministério da Saúde de seu governo para combater o novo coronavírus. Nesses encontros deixou clara sua insatisfação com o titular da pasta, Luiz Henrique Mandetta, afirmando que tinha a caneta para demitir as estrelas de seu ministério. Na segunda-feira 6 chegou a ser noticiado que ele tinha resolvido demitir o ministro, mas a demissão não se confirmou evitada por pressões do STF, do Congresso Nacional e de generais no Planalto. Quanto à caneta, ninguém sabe, ninguém viu.

https://soundcloud.com/jose-neumanne-pinto/neumanne-07042020-direto-ao-assunto
Assuntos para comentário da terça-feira 7 de abril de 2020:

1 – Haisem – Mandetta fica e pede melhor condição para trabalhar – diz título de chamada de primeira página no Estadão de hoje. Que lições traz a crise que o presidente Jair Bolsonaro criou ao anunciar que demitiria o ministro da Saúde

2 – Carolina – O que, de fato, você acha que aconteceu para fazer o presidente mudar de opinião e, no fim das contas, manter o ministro em sua pasta

3 – Haisem – O que o levou a comparar Jair Messias Bolsonaro com o pastor norte-americano Jim Jones que, em 1978, levou milhares de seguidores ao suicídio coletivo em Jonestown, na Guiana, em seu artigo publicado ontem no Blog do Nêumanne

4 – Carolina – Os especialistas que o governador de São Paulo, João Doria, levou para a entrevista coletiva em que fez o anúncio da novidade o convenceram de que realmente a extensão da medida era necessária

5 – Haisem – Que razões você acha que levaram o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski a exigir o aval dos sindicatos nos acordos trabalhistas que suspendem parte da jornada e do salário propostos pelas empresas aos empregados durante a pandemia

6 – Carolina – Você acha que é para valer a ameaça de suspensão de acordos comerciais da China com o Brasil por causa da provocação feita pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, nas redes sociais

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: