Duro de derrubar
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Duro de derrubar

Com 31%, 10 pontos a mais do que codinome de Lula, Haddad, Bolsonaro entra na frente na reta final, apesar da passeata das mulheres contra, das tolices do vice e do massacre no debate da TV

José Nêumanne

02 Outubro 2018 | 12h00

Enquanto Bolsonaro voa na frente nas pesquisas, ex-favoritos como Ciro, Alckmin e Marina não conseguem sair do solo. Foto: Leonardo Benassattdo/Reuters

O crescimento de 4 pontos da candidatura do deputado Jair Bolsonaro, do PSL, na pesquisa Ibope Estadão Globo divulgada na segunda-feira 1 de outubro demoliu expectativas dos adversários de que as manifestações de rua das mulheres do movimento #Elenão, a importuna fala de seu vice general sobre 13.º e o ataque maciço dos outros pretendentes ao posto nos debates na TV provocariam a reversão de sua curva ascendente. A possibilidade de ele vencer em primeiro turno, admitida pelo Ibope, os seis pontos de alta no eleitorado feminino e os 12 pontos a mais na rejeição do codinome de Lula, Fernando Haddad, seu provável adversário no segundo turno, mostram que só saliva e vontade não para viram uma eleição.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 2 de outubro de 2018, às 7h30m)

Para ouvir clique aqui e, em seguida, no play

 

Abaixo, os assuntos para o comentário da terça-feira 2 de outubro de 2018-10-01

 

1 – Haisem – A manchete do Estadão é: “Bolsonaro sobe 4 pontos e vai a 31%; Haddad fica em 1%”. O que você tem a dizer sobre isso ter acontecido depois do #Elenão, das declarações infelizes do vice Mourão, das manifestações do fim de semana e da virulência dos ataques contra o primeiro colocado no debate da TV Record?

 

2 – Carolina – Qual o sentido e que impacto no desempenho eleitoral de Haddad você acha que poderá ter a autorização do juiz Sérgio Moro para quebrar o sigilo do primeiro tomo dos termos da delação premiada do ex-ministro dos governos federais do PT Antônio Palocci contando que Lula se envolvia diretamente em corrupção na Petrobrás desde 2007?

 

3 – Haisem – Que lições históricas e institucionais você extrai da informação dada por Antônio Palocci em sua delação premiada, segundo a qual as campanhas de Dilma gastaram, na verdade, 1 bilhão e 400 milhões de reais, uma quantia espantosa,  mais de três vezes o que foi declarado ao Tribunal Superior Eleitoral?

 

4 – Carolina – A que conclusão você chega da declaração de Palocci em sua delação premiada de que as compras da Petrobrás, anunciadas como parte de uma política nacionalista de estímulo às empresas nacionais na montagem de sondas, tinham na verdade motivação de obter recursos em propinas para garantir o futuro do PT e o financiamento da campanha presidencial de Dilma Rousseff?

 

5 – Haisem – Por que você acha que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, fez questão de declarar numa palestra para universitários na USP de que ele prefere chamar o golpe ou revolução de 1964 de movimento de 1964?

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6 – Carolina – Por que motivos esse pedido de uma entrevista exclusiva de Lula na cadeia à colunista social da Folha de S.Paulo Monica Bergamo está criando uma confusão tão grande entre os ministros Luiz Fux e Ricardo Lewandowski, tendo chegado ao ponto de exigir a interferência do presidente do colegiado, Dias Toffoli?

 

7 – Haisem – Você acha que pode existir uma relação de causa e efeito entre a visita que o candidato do PT fez a Lula na cela de estado-maior na Superintendência da Policia Federal em Curitiba e sua declaração de muito impacto na campanha de que um eventual governo petista promoveria a regulamentação da chamada mídia e a convocação de uma Constituinte?

 

8 – Carolina – Por que cargas d’água o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, referiu-se à dureza com que o Brasil faz negócios no comércio internacional sem que sequer tivesse feita uma pergunta a respeito de nosso país em seu briefing?