Diário da crise – Terça 12 de setembro de 2018 – Temer saindo do baralho
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Diário da crise – Terça 12 de setembro de 2018 – Temer saindo do baralho

Até janeiro presidente poderá fingir que dá as cartas, mas até a que ele pensa esconder na manga já está saindo do baralho e paralisando poder de retaliar inimigos

José Nêumanne

11 Setembro 2018 | 12h10

Temer ainda pensa que dá as cartas, mas a dele está saindo do baralho e em janeira vai ter de se render aos fatos. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Tenho comentado sobre o Estado retaliador e não vou desistir, podem crer.
Os que atravessaram o caminho de Lula foram tratados na paulada. Todas as instituiçôes, digo artilharias, foram usadas contra os que ousaram a dificultar a vida do Lula: CVM, Coaf, Banco Central, PF e etc…
Mas não é só Lula não, vamos  ser justos. Temer usou a CVM para mandar prender Joesley Batista, porque o gravou administrando a corrupção. Prendeu em tempo recorde e sem precedentes. A CVM nunca tinha percebido nada do tropel da manada de elefantes. Nem passarinho.
Já o Estado do Lula, o exemplo bem notório é o caso do ex-ministro Joaquim Barbosa. Fora as ameaças que o fizeram aposentar precocemente, Joaquim Barbosa sofreu uma devassa, tendo sido questionado publicamente sobre a posse e impostos de um apartamento em Miami. Aos inimigos, uma devassa fiscal.
A solução dos que julgaram e que de alguma maneira atravessaram o caminho de Lula é impedir a sua candidatura à eleição.
A ameaça do PT ganhar essa eleição criou-se de fato um cabo de guerra.
Quanto ao Temer, esse já é uma carta saindo do baralho. Quem ouviu as fitas vazadas pela Polícia Federal e divulgadas no Jornal Nacional ontem não tem dúvidas de que a carta será substituída em 1 de janeiro e sem ela ele vai ter dificuldades para ficar longe do inferno e manter fora do alcance do fogo seus amigões Moreira Franco, Eliseu Padilha e, sobretudo, o coronel PM aposentado de São Paulo João Baptista de Lima Filho.