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Devotos do pau oco

Em contradição com pobres a que irmã Dulce dedicou vida, que a levou à santidade reconhecida pela Igreja Católica, políticos, burocratas e outros magnatas à custa do dinheiro do povo viajaram para Roma para passear

José Nêumanne

12 de outubro de 2019 | 10h29

Imagem do livro Irmã Dulce, a santa dos pobres; que será canonizada pelo Papa Francisco no domingo 10 de outubro no Vaticano perante súcia de políticos e burocratas brasileiros Foto: Editora Planeta

Para adiar votação do segundo turno da reforma da Previdência, marcada para ontem, senadores de todas as siglas inventaram compromisso no Vaticano, a canonização de irmã Dulce no domingo 10. Os cínicos não votaram assunto de interesse popular e arribaram para Roma ao lado do procurador-geral da República, Augusto Aras, do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e do vice-presidente Hamilton Mourão, o único com delegação oficial de representante do presidente. Não corresponderam à humildade da canonizada, que certamente reprovaria a revoada.

 

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