Desolação geral!
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Desolação geral!

Nenhum candidato na eleição de outubro defendeu um projeto para enfrentar a violência desenfreada, a falência anunciada das contas públicas nem a crise e nada levar a crer que o Congresso o ajude a obrar esse milagre

José Nêumanne

06 Junho 2018 | 12h39

Não há entre candidatos aos poderes da República nenhum bombeiro, mas apenas incendiários a postos. Foto: Jairo Chagas/Jornal da Manhã

O que mais me assusta no processo eleitoral em curso não é sua singularidade – nunca antes na História deste país tivemos um preso condenado candidato a presidente –, mas o fato de que na miríade de disputantes do cargo máximo da República nenhum se deu ao trabalho de oferecer ao cidadão um plano racional para combater a violência desenfreada do crime, o afundamento destrambelhado das contas públicas e a crise ética, política, financeira e econômica que sacrifica a Nação e debilita o Estado brasileiro. Não se sabe quem será o presidente, mas já dá para ter certeza de que nenhum deles terá condições de tirar o Brasil do atoleiro em que foi metido pela irresponsabilidade dos gestores que a produziram, seja por incapacidade, seja porque se submeterá ao Congresso. Este foi o comentário que fiz no programa Estadão Discute, apresentado por Haisem Abaki, com a participação do sociólogo Rodrigo Pranda, da Mackenzie, transmitido do estúdio da TV Estadão no meio da redação do jornal e retransmitido pelas redes sociais Youtube, Twitter, Periscope e Facebook na quarta-feira 6 de junho de 2018, às 11 horas.

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