Desculpa esfarrapada
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Desculpa esfarrapada

Presidenciáveis preferem propor reformas na escolha dos ministros do STF a enfrentar incúria do Senado nas sabatinas deles e assuntos polêmicos como privilégios da Previdência e crime organizado

José Nêumanne

31 Julho 2018 | 17h43

É muito mais fácil jogar tinta vermelha na calçada do STF do que propor soluções de verdade na campanha eleitoral. Foto: Dida Sampaio/Estadão

É difícil encontrar no panorama da disputa eleitoral pela Presidência da República este ano no Brasil um candidato qualquer que não tenha a própria fórmula a propor para mudar a metodologia de escolha dos 11 membros do Supremo Tribunal Federal. Para começo de conversa, é bom lembrar que cabe ao Senado sabatinar os juristas indicados pelos presidentes da República e não há exemplos recentes de postulantes que tenham sido reprovados pela maioria dos senadores, o que demonstra que parte relevante dos problemas de composição da cúpula do Judiciário repousa na incúria do Legislativo, que não cumpre seu dever. Certo é que esta é uma desculpa esfarrapada para não terem de  discutir temas polêmicos, como os privilégios na Previdência e o crime organizado. Este é um de meus comentários feitos no programa Estadão às 5, transmitido do estúdio da TV Estadão na redação do jornal, retransmitido por Youtube, Twitter e Facebook e tendo Emanuel Bomfim como âncora, na terça-feira 31 de julho de 2018, às 17 horas.

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