Desce do palanque, capitão!
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Desce do palanque, capitão!

Protestos de rua não são suficientes para criar crises no governo, grave é Bolsonaro ainda não ter entendido que a presidente cabe governar para todos, não pregar para prosélitos

José Nêumanne

16 de maio de 2019 | 12h16

Protesto contra cortes de verbas nas universidades na Paulista não foi comparável a manifestações de 2013 e 2016, mas pode ganhar corpo após reações como a de Bolsonaro. Foto: Nelson Almeida/AFP

Ao comprar uma briga contra todos os brasileiros que participaram de manifestações populares nas ruas, insatisfeitos com os cortes nos orçamentos das universidades federais, chamando-os de “idiotas úteis” e militantes que servem de “massa de manobra”, Jair Bolsonaro mostrou que, após quatro meses e meio no governo, ainda age como se estivesse no palanque atacando adversários e seduzindo prosélitos. Já passou a hora de assumir o mais importante compromisso de todos que é o de unir o País em torno de um programa para salvar o povo da desgraça em que foi jogado pela corrupção e pela roubalheira de seus antecessores do PT, PMDB, outros aliados e do PSDB, que pegou propina para fingir que fazia oposição. Grosserias do gênero só ampliaram a voz, que teria sido restrita, dos manifestantes e em nada ajuda.

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Assuntos do comentário da quinta-feira 16 de maio de 2019

1 – Haisem – O que inspirou e a que ponto poderá levar o governo e o País a declaração dada pelo presidente Jair Bolsonaro em Dallas, no Texas, usando expressões grosseiras como “idiotas úteis” e “massa de manobra”

SONORA_BOLSONARO 1605 A

2 – Carolina – Manchete do Estado hoje é a seguinte: “Governo enfrenta protestos de rua e pressão no Congresso”. Que influência esse tipo de manifestação pode ter sobre a governabilidade já bastante fragilizada

3 – Haisem – Como, afinal, se saiu o ministro da Educação, Abraham Weintraub, no depoimento que deu na Câmara atendendo convocação aprovada por 307 deputados

SONORA_WEINTRAUB 1605ª

4 – Carolina – O que motivou o chamado Centrão a abandonar o ministro da Educação na Câmara e a comparação que seus líderes fizeram entre o movimento de rua de ontem e a mobilização desses mesmos partidos quando engrossarem o caldo do impeachment de Dilma Rousseff

5 – Haissem – Que impressão você teve da espécie de “fala ao trono” que o ex-presidente Michel Temer e seu advogado Carnelós protagonizaram à porta da casa do primeiro após ele ter sido dispensado da privação de liberdade pela decisão unânime da Sexta Turma do STJ com a cereja do bolo que foi o voto do presidente do colegiado, Nefi Cordeiro

6 – Carolina – O que você acha que motivou o ministro da Justiça, Sérgio Moro, a defender no Twitter o endurecimento do combate ao crime violento e contra a impunidade de quem rouba dinheiro público

7 – Haisem – Que conseqüências práticas poderá ter sobre os mandatos do senador Flávio e de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, a divulgação da declaração de membros do Ministério Público do Rio a respeito dos indícios de lavagem de dinheiro dele quando era deputado estadual no Rio

8 – Carolina  – O que justifica, na sua opinião, as decisões disparatadas da ministra do STF Cármen Lúcia sobre o habeas corpus que ela concedeu e depois revogou para a quebra do sigilo do advogado da JBS, que a própria OAB negou ter pedido

 

 

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