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Deputado não representa cidadão

Depois de se fingirem de valentões, Bolsonaro e Alcolumbre fizeram acordo em que Executivo distribuirá R$ 19 bilhões de emendas a parlamentares, ficando R$ 12 bilhões para usar e nada para sociedade

José Nêumanne

05 de março de 2020 | 14h10

Alcolumbre e Bolsonaro fizeram um acordo em que dividiram R$ 31 bilhões de emendas em duas bandas iguais, uma para governo e outra para Congresso distribuir. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Enquanto se discute a momentosa guerra a favor e contra vetos de Bolsonaro ao assalto feito pela cúpula do Congresso usando a mão de gato do relator do Orçamento, deputado Domingos Neto (PSD-CE), venho aqui defender um velho pleito meu: os deputados federais não representam os cidadãos brasileiros por um motivo muito simples: parlamentares não são eleitos à base de cada cidadão, um voto. Na democracia “representativa” à brasileira só os chefes do Executivo federal, estaduais e municipais, de fato, representam o eleitorado matematicamente. Não há o que fazer, a não ser pensar nisso e armar uma estratégia para o povo tomar o poder na Câmara numa eleição, mas é importante falar agora – e escrever. Publiquei um artigo na página de Opinião do Estado de S. Paulo chamando a atenção dos leitores para o teatro de absurdo que é o presidencialismo bicameral vigente hoje no País. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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