Depois da tempestade, o caos

Depois da tempestade, o caos

Em vez de servir de desculpa amarela, temporal como o da madrugada de 11 de fevereiro em São Paulo deveria acordar autoridades e cidadãos para necessidade de prevenir, planejar e eleger melhores gestores

José Nêumanne

11 de fevereiro de 2020 | 12h15

Se choveu na madrugada de segunda 10 quase tudo o que se previa para fevereiro, é hora de gestores serem mais responsáveis e cidadãos mais exigentes. Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

A sabedoria popular registrou: depois da tempestade vem a bonança. Os gaiatos do futebol mudaram a máxima para uma frase atribuída a Matheus, presidente do Corinthians: depois da tempestade vem a ambulância. Infelizmente, no caso das metrópoles brasileiras, o brocado não é verdadeiro. O que chegou depois da chuva forte em São Paulo, Rio, Belo Horizonte ou em todas as metrópoles brasileiras, a ambulância não chega para socorrer ninguém, porque as ruas são interditadas pelas enchentes e, de fato, depois do temporal é aberta a porta do inferno. Foi o que aconteceu em São Paulo depois da chuva que desabou na madrugada e no começo da manhã desta segunda-feira 10 de fevereiro de 2020: a cidade parou, os trabalhadores não conseguiram chegar ao emprego e poucos cidadãos conseguiram sair de casa. A precipitação pluviométrica foi recorde, mas é preciso acrescer ao fenômeno climático a cara de pau dos políticos que administram a maior cidade da América do Sul, usando-a como plataforma de lançamento de ambições políticas mais altas, como se não fosse um grande objetivo em si governar a maior cidade brasileira, o maior orçamento municipal do País. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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