Democracia forte, governo fraco

Democracia forte, governo fraco

Para Temer, qualquer "fatozinho" abala instituições, que são sólidas; fraco é ele

José Nêumanne

30 de novembro de 2016 | 12h57

Fogo não derrete democracia, mas ameaça Temer Foto: Adriano Machado/Reuters

Foto não derrete a democracia, mas ameaça Temer (Adriano Machado/Reuters)

Este é o último parágrafo de meu artigo “O cachimbo velho e a fraqueza de Temer”, publicado na Pag2A do Estadão desta quarta-feira 30 de novembro de 2016.

Temer ajudou a eleger Dilma em dois pleitos e por isso não é, como pretende e gostaria de ser, completamente isento dos erros lulodilmistas que levaram o Brasil à maior crise moral, política e econômica da História. Mas é o que nos resta para – com a ajuda de uma equipe econômica competente e o mínimo de atrapalho de seu “parlamentério” – nos retirar desta encalacrada. O diabo é que o próprio presidente deu um exemplo infeliz e impróprio de que pode atrapalhar muito. Anteontem, a uma plateia de empresários proferiu o seguinte disparate: “Qualquer fatozinho abala as instituições”. Nada há de certo, lúcido ou construtivo na frase. Se ele se referia ao episódio envolvendo Calero e Geddel, a única justificativa para o uso do diminutivo é a dimensão dos dois ex-ministros, de Padilha e, pelo visto, dele próprio. Para felicidade geral da Nação, as instituições democráticas mostraram força e estabilidade ao substituírem Dilma dentro das normas vigentes do Estado Democrático de Direito. Quem tem demonstrado fraqueza em momentos capitais como este é quem o diz e o governo dele.

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