Deixa de ser cínico, Levy

Levy negou existência de caixa preta do BNDES, mas não justificou empréstimos de pai para filho e sem garantias dados a empreiteiras corrupteiras como Odebrecht para pagar propinas a agentes públicos

José Nêumanne

27 de junho de 2019 | 16h17

Levy foi à CPI do BNDES repetir o que todos os ex-dirigentes do banco público dizem – que não há caixa preta -, mas como eles não explicou empréstimos sem garantias a juros a custo de banana. Foto: André Dusek/Estadão

O cúmulo do cinismo foi o ex-presidente do BNDES, Joaquim Levy, ir à CPI do banco estatal para dizer que não há caixa preta com transações ilícitas e suspeitas no Brasil e no exterior. Tá tudo muito bom, tá tudo bem. Mas conta aí, doutor: como explicar o empréstimo de R$ 7 bilhões à empreiteira corrupteira Odebrecht sem garantia nenhuma? Como justificar o calote de R$ 2,2 bilhões da Venezuela e a inadimplência de dívida semelhante de Cuba? Agora o banco, que serve para tomar dinheiro do trabalhador para dar a juros de bananas e sem garantias a empresário que compra políticos e partidos com propinas, sequer reage à decisão rápida e pra lá de estranha do juiz da 1.ª Vara de Falência de São Paulo, João de Oliveira Rodrigues Filho, que, um dia após pedido da corrupteira,  transferiu a dívida direto pro bolso sem fundo do cidadão? Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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