Dedo podre de Bolsonaro indicou Crivella

Apoio de presidente à reeleição do prefeito do Rio, Estado hoje sob controle da famiglia presidencial é demonstração explícita de sintonia dos dois no desprezo ao combate à corrupção na política

José Nêumanne

22 de dezembro de 2020 | 21h40

O presidente Jair Bolsonaro concordou em posar para fotografia ao lado do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, na inauguração da Escola Municipal Cívico-Militar expondo seu apoio à candidatura à reeleição deste. Foto: Marcos Corrêa/PR

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, e seus cúmplices Rafael Alves, apontado como operador do esquema, o ex-delegado Fernando Moraes, o ex-tesoureiro da campanha, Mauro Macedo, sobrinho de Edir Macedo Igreja Universal, e os empresários Adenor Gonçalves dos Santos e Cristiano Stockler Campos foram presos. O ex-senador Eduardo Benedito Lopes também é alvo da ação da  Polícia Civil e doo Ministério Público estadual, mas não foi encontrado em casa. As prisões foram decretadas pela desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita a partir de delação do doleiro Sérgio Mizray, homologada pelo Tribunal de Justiça do Rio, na qual o agiota se referiu a um “QG da propina” na Riotur. O dedo podre de Bolsonaro mostra a que ponto é cínico o apoio que ele prometeu dar na campanha ao combate à corrupção.

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Assuntos para comentário na terça-feira 22 de dezembro de 2020:

1 – O que dizer da prisão agora cedo pela polícia civil do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivela, na Operação Hades em conjunto com o MP do Estado, na qual ele é acusado de corrupção

SONORA CRIVELA

2 – PGR pede veto a decisão que suspende trecho da Ficha Lima – Este é o título de uma chamada na primeira página da edição impressa do Estadão de hoje. Qual a importância da decisão dos outros 10 ministros do Supremo Tribunal a respeito da liminar de Kássio Marques rasgando uma lei de iniciativa popular

3 – A que conclusões você acha que poderá chegar a Procuradoria Geral da República na apuração preliminar que resolveu abrir sobre a compra de imóveis no Rio de Janeiro pelo deputado Eduardo Bolsonaro, o 000, usando dinheiro vivo

4 – Por que o senador Flávio Bolsonaro renunciou ao cargo que ocupava na Mesa do Senado

5 – Governo avalia pôr Estado na zona vermelha a partir do Natal – Este é o título do alto da primeira página do jornal hoje. Você acha que está na hora de realmente tomar uma medida radical assim no meio das festas de fim do ano

6 – A malandragem impune dos agressores covardes – este é o título de seu artigo publicado desde ontem no Portal do Estadão. A que episódios você se refere neste texto para justificar acusações tão duras

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