Debate derrota?
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Debate derrota?

Disposto, como é natural, a usar todas as armas para reduzir a grande diferença do líder na pesquisa do segundo turno, Bolsonaro, o candidato do PT, Lula/Haddad, o desafia a debater, mas ele se nega, o que é comum

José Nêumanne

12 Outubro 2018 | 12h31

Desafiado a debater, Bolsonaro se nega a dar chance para Haddad/Lula aproximar-se dele nas 2 semanas do 2.º turno. Fotos: Adriano Machado e Rodolfo Buhrer/Reuters

Abaixo do líder na votação do primeiro turno 16 pontos porcentuais, o candidato do PT à Presidência, Lula/Haddad, desafia Jair Bolsonaro, do PSL, a não fugir do debate, pois é, de fato, a única chance que tem de produzir alguma gafe espetacular que faça o ponteiro desabar para que o alcance. Este tem respaldo médico para faltar, o que faltou a Lula e Dilma nas ocasiões em que também se recusaram a debater com adversários, mas já reconheceu que pode o estar fazendo por estratégia. É um direito dele, embora possa ser que uma grande faixa de eleitores o abandone por se ter recusado a debater. De qualquer maneira, o efeito do debate é duvidoso. Ele não debateu e não saiu do topo.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na sexta-feira 12 de outubro de 2018, às 7h30)

Para ouvir clique no link abaixo e, em seguida, no play:

 

Assuntos para o comentário de sexta-feira 12 de outubro de 2018

 

1 – Qual dos dois candidatos que passaram para o segundo turno da eleição presidencial – Jair Bolsonaro, do PSL, ou Fernando Haddad, do PT – tem razão nesse bate-boca a respeito da participação do primeiro nos debates promovidos pelos meios de comunicação até 28 de outubro?

 

2 – Manchete do Estadão é: “Bolsonaro anuncia três ministros; Haddad busca nomes”. Esse anúncio de membros de um eventual governo seu pelo candidato do PSL, Jair Bolsonaro, numa entrevista coletiva de imprensa fortalece ou fragiliza sua candidatura, que tem 16 pontos porcentuais a mais do que o oponente, Fernando Haddad, do PT?

 

3 – Que conseqüência poderá ter para a campanha de Bolsonaro a declaração do general Oswaldo Ferreira de que nos anos 70, quando ele participava da construção de estradas em áreas protegidas pela legislação ambiental o Ibama e o Ministério Público não apareciam para encher o saco”?

 

4 – Em que a decisão tomada pelo candidato derrotado do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, de viajar para a Europa para descansar pode prejudicar os planos do candidato do PT, Fernando Haddad, de contar com a presença dele no segundo turno da disputa?

 

5 – Será que a decisão da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, de recomendar ao Supremo que rejeite os recursos da defesa de Lula para reformar a sentença de condenação dele pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região de Porto Alegre e de retirar o juiz Sérgio Moro, de Curitiba, do caso em julgamento sobre a aquisição tida pelo Ministério Público Federal como irregular de um terreno para o Instituto Lula, terá algum tipo de influência sobre a campanha do partido no segundo turno?

 

6 – Que razões você acha que tem a candidata derrotada da Rede à Presidência, Marina Silva, para liberar os militantes do partido para votarem em quem quiser, mas ameaçando punir os que decidirem apoiar Bolsonaro, em vez de Haddad?

 

7 – Você acha que o presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá, do Amapá, tem razão ao atribuir sua derrota para a reeleição à imprensa, à Lava Jato e à crise humanitária causada pela presença de refugiados venezuelanos em sua base política?

 

8 – Qual a importância histórica da decisão da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, de denunciar o ministro do Tribunal de Contas da União Aroldo Cedraz e seu filho, o advogado Tiago Cedraz, por tráfico de influência?