Debaixo da barra das togas
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Debaixo da barra das togas

Senado quer esconder da Nação quem da grei livrará Aecim das sanções para que ele possa sair de casa à noite

José Nêumanne

13 de outubro de 2017 | 10h21

Nem Aecim vai ficar sabendo quem votará sua licença pra cair na “naite” Foto Dida Sampaio/Estadão

De acordo com a manchete do Estadão deste pós-feriado de Aparecida, senadores intensificaram a articulação por uma votação secreta para deliberar sobre as medidas cautelares e o afastamento impostos ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), agora liberado para cair na gandaia. Será que, com isso, eles evitam como pretendem, o desgaste com o eleitorado. Ora, bolas. Se os congressistas investigados e suspeitos estão mandando agora até no Supremo, por que iríamos esperar que eles fizessem uma votação transparente? Eu não me surpreenderia mesmo se eles partissem para uma votação simbólica, como, aliás, foi votado o tal do fundo para financiar campanhas. Só os líderes votariam e os nobres parlamentares seriam dispensados de porem a cara para bater. É uma vergonha, mas vamos fazer o quê? De vergonha em vergonha o Brasil oficial caminha a passos largos para a fossa moral e cívica. A única complicação é que agora o PT está dividido sobre apoio à gandaia de Aecim.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na sexta-feira 13 de outubro de 2017, às 7h30m)

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Para ouvir Por debaixo dos panos, com Ney Matogrosso, clique no play:

 

Abaixo, a íntegra da degravação do comentário:

 

Eldorado 13 de outubro de 2017 – Sexta-feira

SONORA Por debaixo dos panos Ney Matogrosso

https://www.youtube.com/watch?v=ar68V39ButI

Senadores intensificaram a articulação por uma votação secreta para deliberar sobre as medidas cautelares e o afastamento impostos ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). Será que, com isso, eles evitam mesmo o desgaste com o eleitorado, como pretendem?

O tema está em discussão pela cúpula do Senado e tem como objetivo diminuir o desgaste de senadores que pretendem reverter a suspensão das funções parlamentares do tucano.

A votação no plenário da Casa está marcada para a próxima terça-feira, 17. Por 6 votos a 5, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram nesta quarta-feira, 11, que medidas cautelares, como o recolhimento noturno, determinadas a deputados federais e senadores devem ser submetidas ao aval da Câmara ou do Senado.

O regimento interno do Senado prevê votação secreta para deliberação sobre prisão de parlamentar. Na semana passada, a Coluna do Estadão já havia adiantado que senadores debatiam a possibilidade de tornar a votação sigilosa. A Constituição, porém, não diz que modelo deve ser adotado. Até 2001, o artigo 53 estabelecia votação secreta – a expressão foi suprimida pela Emenda Constitucional 35.

Segundo um integrante da Mesa Diretora do Senado, a votação será como determina o regimento – ou seja, fechada.

Reservadamente, um ministro do Supremo disse ao Estado que, como a regra interna da Casa determina o modelo de votação, há espaço para tal interpretação.

“Seguir o regimento e a Constituição, e respeitar e proclamar o resultado livre do plenário, que é soberano, é meu dever como presidente (do Senado)”, disse Eunício Oliveira (PMDB-CE) ao comentar a discussão sobre o sigilo da deliberação. No caso da prisão do senador cassado Delcídio Amaral (sem partido-MS), em novembro de 2015, o então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tentou realizar a votação de forma sigilosa. Parlamentares, no entanto, reagiram e entraram com um mandado de segurança contra a iniciativa.

O pedido foi deferido pelo ministro Edson Fachin com base na Emenda Constitucional 35. “Não havendo menção no art. 53, § 2.º, da Constituição, à natureza secreta da deliberação ali estabelecida, há de prevalecer o princípio democrático que impõe a indicação nominal do voto dos representantes do povo”, escreveu Fachin na decisão. Na ocasião, Aécio apoiou o entendimento do Supremo.

Ora, bolas. Se os congressistas investigados e suspeitos estão mandando agora até no Supremo, por que iríamos esperar que eles fizessem uma votação transparente. Eu não me surpreenderia mesmo se eles partissem para uma votação simbólica, como, aliás, foi votado o tal do fundo para financiar campanhas. Só os líderes votariam e os nobres parlamentares seriam dispensados de porem a cara para bater. É uma vergonha, mas vamos fazer o quê?

E o que houve com o PT, que estava a favor do acórdão do vale tudo e agora está anunciando um recuo? Por que será, hein?

A situação do tucano se deteriorou desde o dia em que a Primeira Turma da Corte decretou seu afastamento do mandato e recolhimento noturno. Naquele último 26 de setembro, Aécio contava com confortável maioria a seu favor, incluindo o apoio explícito do PT. Agora o partido oposicionista diz que não manterá o apoio ao tucano, pois só votou ao lado do PSDB em prol de um princípio: o de que cabe ao Congresso deliberar sobre mandatos parlamentares.
Com o recuo petista, Aécio que somava um apoio estimado em até 50 votos, poderá perder nove preciosos apoios (este é o tamanho da bancada do PT no Senado), o que dificultaria a conquista dos 41 necessários para derrubar a cautelar do Supremo. O caso Aécio já foi submetido a duas votações no plenário do Senado: uma no dia 28 de setembro para que o assunto fosse votado com urgência, quando o tucano obteve 43 votos, e outro no último dia 3, adiando a votação para a próxima terça-feira, quando se formou maioria para que o confronto fosse evitado.

É a continuação da farsa encomendada que concluiu a falsa crise institucional com a autorização para o zumbi Aecim cair na gandaia, como mostrou o cartunista Chico Caruso no Globo de ontem numa charge genial. O resto é lorota. O que é importante mesmo é que até agora com  Moro tendo condenado116 e mantendo 27 presos na Lava Jato em Curitiba, o Supremo não condenou nem mandou prender ninguém em três anos e meio. Isso, sim, é uma vergonha. Um placar de 116 a 0 ou 27 a 0. Nem a Alemanha na Copa de 2014.
Políticos que foram à comemoração dos 300 anos da descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida no fundo do rio Paraíba do Sul foram vaiados. Temer, então, fez bem em não ir?

Sessenta mil pessoas acompanharam a celebração especial do jubileu, 40 mil estavam no pátio e 20 mil estavam dentro da basílica. Segundo a assessoria de comunicação, até meio-dia, 155 mil pessoas passaram pelo santuário de Nossa Senhora Aparecida.

A missa campal começou com uma mensagem em vídeo enviada pelo papa Francisco, que lamentou não estar no santuário hoje e afirmou estar com “saudades, saudades do Brasil”.

Temer não foi porque sempre foi um vacilão. Jogou Imbassahy aos leões mansos dos fiéis da basília de Aparecido. Mas o papa Francisco é um rematado hipócrita. Prometeu que viria para a festa dos 300 anos e depois alegou problema de agenda. Aí fica todo mundo babando com a mensagem hipócrita em português dizendo que está com saudade do Brasil. Resolveu fazer política em favor dos amiguinhos de esquerda afastados do governo e pulou fora. Agora manda um discursinho moralista contra corrupção, como se fosse culpa do atual governo e não dos outros, dos quais este foi pardido. Eu, pessoalmente, dispenso saudade de um cretino desses.

Por que será que Rodrigo Maia está tão arisco como nunca esteve antes com o presidente Michel Temer? Será que Temer já cansou a paciência da mãe dele, dona Mariengeles Maia ou está pondo em risco as chances do pai, César Maia, na disputa do governo do Rio?

Embora negue qualquer movimento para derrubar o presidente Michel Temer, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), adotou um comportamento diferente do que teve durante a tramitação da primeira denúncia contra o presidente, entre julho e agosto. Se naquele período Maia, que é o primeiro na linha sucessória do presidente, ajudou o governo a conquistar votos para barrar as investigações, agora ele se sente liberado da tarefa.

A mudança pouco tem a ver com o conteúdo da nova denúncia, que começou a ser apreciada na semana passada pela Câmara, na qual Temer e dois ministros são acusados de formação de quadrilha e obstrução da Justiça. Sua insatisfação com o Planalto foi causada, principalmente, pela abordagem que o partido de Temer, o PMDB, faz sobre quadros políticos que vinham sendo cobiçados pelo DEM.

Devido ao poder que ganhou na presidência da Câmara e, posteriormente, como sucessor natural de Temer, combalido por denúncias que podem afastá-lo do Planalto, Maia assumiu a tarefa de aumentar o tamanho de seu partido. O principal alvo do DEM era o grupo de parlamentares da ala dissidente do PSB. O PMDB atravessou o caminho e já conseguiu levar o senador Fernando Bezerra Coelho e o filho dele, o ministro Fernando Coelho Filho. A líder do PSB na Câmara, Tereza Cristina (MS), teve várias conversas com Maia sobre mudança para o DEM, mas também tem sido cortejada pelo PMDB.

No Brasil, nunca se engane. O mordomo da infidelidade conjuntal é sempre fisiológico. Maia já deve ter acordado do sonho dourado da presidência, mas ainda está sonhando com pápi no governo do Rio com seu apoio. Eita gente desqualificada da molesta.

Será que a recuperação da economia é sólida a ponto de estimular o otimismo do governo ou, por enquanto, ainda faltam bases sólidas para tanto^?

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ressaltou que a estimativa do governo para o crescimento do PIB em 2018 é de 2%, com viés de alta e pode “até chegar a 3%.” “O nosso cenário base que ainda está no Orçamento é um crescimento de 2% em 2018, mas já existem diversos analistas e economistas com previsões de crescimento maiores, até de 3% ou mais no ano que vem”, disse o ministro. “Eu chamaria de um cenário otimista, mas é um cenário possível.”

O ministro ressaltou que apesar da economia global estar em processo de recuperação, há riscos “baixos” de bolhas financeiras globais, que podem dificultar a concretização de um crescimento mais acelerado do PIB no médio prazo.

Deus queira que ele tenha razão e que em 2018, ano da eleição, o emprego seja recuperado num ritmo menos lerdo do que tem sido verificado.

A denúncia de que a Odebrecht teria financiado a campanha eleitoral do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na Venezuelam é sólida ou apenas mais uma delação premiada, instituto que está sendo contestado no Brasil?

A denúncia aparece em um vídeo em que o presidente da Odebrecht/Venezuela, Euzenando Acevedo, admite ter recebido um pedido de US$ 50 milhões por parte de Maduro, mas acabou fechando a contribuição em US$ 35 milhões.

O vídeo faz parte da delação do executivo e foi colocado no Twitter pela procuradora-geral afastada da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, nesta quinta-feira, 12. O trecho se refere às declarações que o executivo brasileiro prestou na sede do Ministério Público Federal, no Estado de Sergipe, no dia 15 de dezembro de 2016.

O brasileiro conta que Hugo Chávez, sabendo que ia morrer, indicou o então vice-presidente, Nicolás Maduro, como seu substituto. Azevedo lembra que Chávez morreu em Cuba. “Ele faleceu no dia 5 de março de 2013 e eleições foram convocadas”, disse.

“Eu fui procurado por um dos representantes do sr. Nicolás Maduro, um sr. chamado Américo Mata”, disse Azevedo. Segundo o executivo, Mata havia sido o presidente do Instituto do Desenvolvimento Rural Venezuelano. “Eu já o conhecia porque circulava no governo e quando o presidente Chávez estava doente, o vice-presidente (Maduro) ia visitar nossas obras e sempre ia acompanhado do sr. Mata”, disse o brasileiro.

“Então esse sr. Américo Mata me procurou e fechou um encontro comigo”, explicou. Segundo ele, foram várias as reuniões. “Ele me pediu uma contribuição. Ele sabia de nosso negócio e do tamanho de nossas operações”, disse. “Ele me pediu a contribuição para a ajuda para a campanha do presidente Maduro”, insistiu.  Surpresa nenhuma, que surpresa? Descobrir que os tais bolivarianos são tão bandidos como nossos petistas é como brincar o carnaval e não perder a missa da quarta de cinzas.

SONORA Por debaixo dos panos Ney Matogrosso

https://www.youtube.com/watch?v=ar68V39ButI 

 

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