De volta pra casa
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De volta pra casa

Renan não manda mais no MDB nem no Senado, e agora seu poder se limita ao Estado de Alagoas, onde tenta reeleger o filho governador com apoio de Lula, e ao STF, que desafiou e não o condena de jeito algum

José Nêumanne

03 Agosto 2018 | 07h10

Temer isolou Renan na vitória de Meirelles por 85% dos convencionais do MDB: Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Votação da candidatura oficial de Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central de Lula e ex-ministro da Fazenda de Michel Temer, com 85% de apoio dos convencionais do MDB não prenuncia sucesso eleitoral do candidato, mas demonstra o ocaso político do senador dissidente Renan Calheiros. Depois de ter reinado no Senado a ponto de se dar ao luxo de desobedecer a uma ordem do Supremo Tribunal Federal, o alagoano não tem mais poder algum entre os pares nem no partido, do qual também já foi chefão. Agora lhe restam como domínios pessoais o próprio Estado, em cuja eleição se associa ao PT, e a cúpula do Judiciário, que, não se sabe por quê, nunca o condena. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no ar desde 6 horas da sexta-feira 3 de agosto de 2018.

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