Cruz crucificado
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Cruz crucificado

Em quatro meses de governo, Bolsonaro deverá trocar comando de comunicação do governo pela segunda vez para não contrariar filho Carlos

José Nêumanne

06 de maio de 2019 | 12h44

General Santos Cruz está sendo queimado no comando da Comunicação do governo federal para que Carlos Bolsonaro possa nomear substituto. Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão

O secretário-geral da Presidência, general Santos Cruz, está sendo imolado na fogueira amiga das redes sociais, acusado de ter pregado a regulamentação dos meios de comunicação, inclusive dela. Na entrevista (usada como pretexto) a Vera Magalhães, do Estado e da Rádio Jovem Pan, ele falou em disciplinar (respeitar o regulamento) o uso pelo governo e aprimorar (melhorar) a lei a respeito, não em censurar ou proibir. Mas domingo o presidente disparou um tweet falando em regulamentação, que não tem nada a ver. A repórter Bela Megale pode ter revelado a verdadeira causa da fogueira amiga ao constatar que o primo de Carlos Bolsonaro Léo Índio, não foi nomeado para o Palácio do Planalto por decisão do secretário, que está sofrendo pressão idêntica à contra outro inimigo do filho, o ex Gustavo Bebianno.

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Assuntos para comentários da segunda 6 de maio de 2019

1 – Haisem – O que você acha que pode ter motivado a garantia que o presidente Jair Bolsonaro deu em mensagem no Twitter que em seu governo  não haverá regulação de mídia, incluindo redes sociais e quem pensar o contrário que vá para Cuba ou Coreia do Norte

2 – Carolina – O que tem a ver o primo de Carlos Bolsonaro Léo Índio com a nova crise no Planalto, agora com o general Santos Cruz, secretário-geral da Presidência da República

3 – Haisem – Como você interpreta a grosseria do prefeito de Nova York, o democrata Bill de Biasio, ao dizer que o ódio de Bolsonaro  não é bem-vindo em sua cidade e a decisão do presidente brasileiro de desmarcar o recebimento do prêmio de Personalidade do Ano nela

4 – Carolina – Que comentário você tem a fazer a respeito de a sergipana Maria Dantas, que foi eleita para o Parlamento da Espanha pelo partido Esquerda Republicana ter dito, em entrevista ao Estado, que há censura e presos políticos no Brasil

5 – Haisem  – Que argumentos jurídicos a procuradora-geral da República, Raquel Dodge usou para aceitar o recurso apresentado pelo partido Rede Sustentabilidade contra a censura e o inquérito aberto por decisão monocrática do presidente do STF, Dias Toffoli, com relatório pedido a outro ministro, Alexandre de Moraes

6 – Carolina – Você acha que Lula faz bem em exigir que sua defesa só peça o direito de retração penal, que abre a possibilidade de ele passar para o regime semiaberto de prisão em setembro, se tiver o direito de continuar lutando pela própria liberdade até o trânsito em julgado

7 – Haisem – Quais as conseqüências do contingenciamento das verbas da educação para os cursos de pós-graduação das universidades públicas até agora

8 – Carolina – Você se surpreendeu com a sinceridade e a humildade do presidente autoproclamado da Venezuela, Juan Guaidó, ao ter reconhecido que errou ao anunciar um apoio militar para derrubar o ditador Maduro, que, na verdade, não era suficiente para alcançar seu objetivo

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