Crime organizado e Vaza Jato

Crime organizado e Vaza Jato

Alto custo e dificuldade operacional do hackeamento dos celulares de Moro e Dallagnol, entre outros, indicam que se trata de uma tentativa de prejudicar agentes da lei e operação

José Nêumanne

13 de junho de 2019 | 17h31

Se a PF tiver competência necessária, poderá desvendar conspiração de criminosos do colarinho branco e chefões do crime organizado para prejudicar Moro e parar Lava Jato. Foto: Michael Dantas/AFP

Se a PF tiver a competência que ela disse a Jailton de Carvalho, do Globo, que não tem, o Brasil vai ter um susto maior do que o de domingo, à noite, quando foi informada pelo site The Intercept de que Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e os procuradores da Lava Jato trocavam mensagens de Telegram combinando passos da Lava Jato. Em sua coluna no mesmo Globo, Merval Pereira publicou a palavra do especialista em tecnologia de informação Sílvio Meira sobre a possibilidade concreta de uma conspiração dos inimigos da operação, gastando muito tempo, dinheiro e know how para hackear essas mensagens da comunicação. Junte-se a isso o fato de só terem sido hackeados celulares da Justiça e do MPF e nenhum da PF, que está encarregada de oito investigações e já dá sinais de que periga não desvendar os crimes nem processar seus autores. Direto ao assunto. Inté. Só a verdade nos salvará.

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