Crime de Juiz de Fora é político
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Crime de Juiz de Fora é político

O homem que esfaqueou Bolsonaro num comício em Minas não tinha motivos pessoais para fazê-lo e, por isso, crime atenta contra democracia pela natureza política de seu ato brutal e perigoso motivado por diferenças políticas

José Nêumanne

07 Setembro 2018 | 06h54

Ao contrário do que dizem os que tentam justificá-lo, Adélio Bispo de Oliveira não tinha motivos pessoais para agredir Bolsonaro. Foto: EFE

Ao homem pobre, negro e esquerdista que esfaqueou o deputado Jair Bolsonaro, do PSL, não podem ser concedidas atenuantes da violência seja por sua condição social, seja por sua militância política, seja por alguma eventual debilidade mental de que possa ter sintomas. Ele não era um desafeto pessoal com motivos particulares para tentar ferir e assassinar a vítima, mas, ao contrário, é uma pessoa mobilizada pela divergência de natureza ideológica com o político que o levou a atacá-lo. Ou seja, um terrorista, cujos objetivos e interesses precisam ser devassados pela polícia para que a Nação possa ser esclarecida de tudo e as eleições não venham a ser contaminadas por sua brutalidade. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no ar desde 6 horas da sexta-feira 7 de setembro de 2018.

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