Covil no ministério
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Covil no ministério

Moro aceita denúncia de Mantega, ministro da Fazenda de Lula e Dilma e acusado de negociar propinas da Odebrecht para o PT e petistas no gabinete da pasta mais importante da gestão federal

José Nêumanne

14 Agosto 2018 | 11h13

Mantega, poderoso ministro da Fazenda da confiança de Lula e Dilma, é acusado de negociar propinas no gabinete de minjistro. Foto: Evaristo Sá/AFP

A decisão do juiz federal Sérgio Moro de tornar réu o ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma, Guido Mantega, num processo da Lava Jato, que devassa a troca de favores entre os desgovernos petistas e a empreiteira Odebrecht, favorecida nas chamadas MPs da crise em troca de R$ 50 milhões de propinas para o PT e petistas, é muito importante. Primeiro porque acaba com a lorota de madame pureza Rousseff com a corrupção combinada no gabinete do ministério mais importante do governo. E também porque revela mais uma vez a prática daninha de contratados e contratadores de obras e serviços públicos negociando vantagens ilícitas que implicam a produção de leis de interesse privado específico.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 14 de agosto de 2018, às 7h30m)

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Assuntos do comentário da terça-feira 14 de agosto de 2018

 

1 – Haisem – O que há a dizer sobre a decisão do juiz Sérgio Moro de tornar o ex-ministro da Fazenda dos governos petistas de Lula e Dilma Guido Mantega, que já responde a uma ação na Operação Zelotes, réu por corrupção e lavagem de dinheiro num processo da Lava Jato?

 

2 – Carolina – Você acha que foi oportuna a declaração da presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, a respeito da inelegibilidade prevista pela Lei da Ficha Limpa às vésperas de o Tribunal Superior Eleitoral decidir sobre a viabilidade da candidatura de Lula à Presidência?

 

3 – Haisem – Você concorda com o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, segundo quem a urna é lugar adequado para o cidadão protestar num legítimo Estado de Direito?

 

4 – Carolina – Nesse bate-boca entre o diretor da Polícia Federal, Rogério Galloro, o presidente do Tribunal Federal da 4.ª Região de Porto Alegre, Thompson Flores, e o PT em torno da decisão de soltar ou não Lula para atender ao despacho do desembargador Rogério Favreto, do mesmo TRF-4 quem tem mais razão?

 

5 – Haisem – O que mais chama a sua atenção na ordem de prisão cumprida pelo juiz Sérgio Moro para executivos da construtora Mendes Júnior, dada pelo TRF-4 de Porto Alegre?

 

6 – Carolina – O ex-governador Sérgio Cabral faz tanta questão de confessar ter cometido crime eleitoral de caixa 2, e não delito penal de corrupção por recebimento de propina. Mas seu ex-secretário da Saúde Sérgio Côrtes o desmentiu no mesmo dia. Qual dos dois tem razão?

SONORA_CABRAL 1408

SONORA_SERGIO CORTES 1408

 

7 – Haisem – Será que a Wal citada por Guilherme Boulos em pergunta a Jair Bolsonaro no debate dos candidatos à Presidência na Band foi demitida pelo deputado de seu cargo na Câmara ou, como ele disse, pediu demissão?

 

8 – Carolina – Você acha que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luiz Fux, que passará o cargo hoje para sua colega do STF Rosa Weber, têm razão ou estão exorbitando ao defenderem que candidatos ficha-suja devolvam as verbas públicas eleitorais destinadas ao financiamento de suas campanhas?