Covid infecta 2 milhões no Brasil

Principal responsável pela mortandade da pandemia no Brasil é Jair Bolsonaro, mas governadores e prefeitos, que ele trata como inimigos, também têm grande parcela de culpa pela tragédia

José Nêumanne

17 de julho de 2020 | 20h34

Coronavírus matou mais do que qualquer doença nos últimos 100 anos no Brasil como resultado da inépcia e do oportunismo de presidente, ministro, governadores e prefeitos. Foto: Antônio Lacerda/EFE

O Brasil ultrapassou na quinta-feira 16 de julho a assustadora marca de 2 milhões de casos confirmados de covid-19, após menos de cinco meses desde o início da pandemia no País. Ao todo, são exatamente 2.014.738 contaminações registradas –  43,829 nas últimas 24 horas – e  1.299 mortes (mais de 75.000 ao todo) Nos últimos sete dias, o Brasil registrou uma média diária de 1.081 óbitos por covid-19. Os números retratam uma tragédia real provocada em primeiro lugar por Jair Bolsonaro, um presidente negacionista que, em vez de coordenar o esforço dos governadores e prefeitos para enfrentar a pandemia, preferiu fazer narrativas guerreiras para levar vantagem sobre eles nas eleições de 2022. Mas autoridades públicas como João Dória, Wilson Witzel e Ronaldo Caiado, entre outros, também têm muita culpa pelo morticínio.

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Assuntos para o comentário da sexta 17 de julho de 2020:

1 – Haisem – Contágio dobra em 27 dias e atinge 2 milhões no Brasil – Esta é a manchete da primeira página da edição impressa do Estadão. Meu Deus, Nêumanne, quando será que vamos parar de ter notícia ruim sobre o contágio da covid-19 em nosso meio

2 – Carolina – Mercado imobiliário indica melhoras nas vendas – este é o título de chamada de primeira página, ao lado da manchete. Será, então, um bom indício de que a economia brasileira poderá ter condições de se reerguer depois de contida a velocidade de contágio do coronavírus

3 – Haisem – Geraldo Alckmin foi indiciado por corrupção, lavagem de dinheiro e caixa dois – Como você recebeu esta novidade, divulgada ontem pela Operação Lava Jato, atingindo mais uma figura de destaque do PSDB, depois de Aécio Neves e José Serra

4 – Carolina – Bolsonaro diz que Pazuello e Salles ficam: ‘dois excepcionais ministros’. Como você recebeu esta notícia depois de todas as especulações da semana sobre a saída dos titulares das pastas de Saúde e Meio Ambiente

5 – Haisem – Na posse, novo ministro da Educação defende ensino laico. Você acha que o pastor presbiteriano e ex-vice-reitor do Mackenzie Milton Ribeiro poderá, enfim, voltar a gerir instrução, e não guerra ideológica, depois do fiasco das três tentativas anteriores

6 – Carolina – Governo atrai base com verba contra Covid, diz Olímpio – Este é o título de chamada da primeira página do Estadão.  De alguma forma, esta afirmação de um ex-aliado do presidente Jair Bolsonaro o surpreendeu

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