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Corrupção, outra pandemia

Congresso dá uma de bonzinho aprovando decretação de calamidade pública para permitir governo se endividar para financiar combate à covid-19 e agora precisa usar fundos e verbas de emendas para mesmo fim

José Nêumanne

19 de março de 2020 | 18h41

Relator da decretação de calamidade pública e cabo eleitoral de Rodrigo Maia, comunista Orlando Silva foi louvado em prosa e verso pelo líder do governo Bolsonaro. Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

A aprovação pela Câmara dos Deputados da decretação de calamidade pública que permitirá ao Executivo dispor de mais liberdade para dispor de recursos para combater os terríveis efeitos do coronavírus era tida como certa. Foi um gesto de boa vontade de que os parlamentares não tinham como fugir. Mas não significa pacificação do conflito com o governo federal nem uma contribuição elogiável da elite partidária nacional. Chegou a hora de cobrar mais deles: autorizarem o uso dos fundos eleitoral e partidário para combater a pandemia de covid-19. Ninguém se iluda: o Brasil vai precisar de toda aquela dinheirama, apesar de Bolsonaro continuar falando em histeria, o que é um absurdo. Se não o fizer, o Congresso continuará sendo como o Judiciário outra calamidade pública.

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Assuntos para comentário na quinta-feira 19 de março de 2020

1 – Haisem – Você acha que, ao aprovar a decretação de calamidade pública, Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre e o Congresso Nacional terão dado a contribuição de que o País precisa para combater o coronavírus e podem continuar cuidando da vida de seus membros como sempre

 2 – Carolina – Que vantagem você acha que dá ao presidente Jair Bolsonaro insistir na teoria da histeria e na guerra contra os meios de comunicação como jogada eleitoral capaz de garantir sua reeleição em 2022

SONORA BOLSONARO 1903 F

 3 – Haisem – Medidas anunciadas pelo ministro da economia, Paulo Guedes, como dar R$ 15 bilhões a trabalhadores informais serão suficientes para socorrer os desfavorecidos nesta hora mais dura de combate ao coronavírus

SONORA GUEDES 1903 B

 4 – Carolina – O que justifica, na sua opinião, decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária de não fazer triagem de passageiros que chegam do exterior nos aerportos e ainda proibir governadores de fazê-lo

 5 – Haisem – Medidas contra o coronavírus anunciadas pelo governador do Estado de São Paulo, João Doria, poderão torná-lo o candidato a enfrentar Jair Bolsonaro em 2022

 6 – Carolina – Em que a informação dada pela Polícia Federal de que o deputado Aécio Neves teria recebido 65 milhões de reais em propinas poderá fazer com que os processos contra ele, afinal, andem

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