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Corrupção legal na eleição

Candidatos a deputado estadual, federal e senador gastaram em 2018 R$ 1,7 bilhão do Fundo Eleitoral para contratar prefeitos, vice-prefeitos e vereadores para suas campanhas e em 2020 a prática se repetirá pelo avesso

José Nêumanne

09 de setembro de 2019 | 22h04

Segundo reportagem de Amanda Rossi, publicada no Estadão, o prefeito de Bom Jesus do Sul, Cezar Bueno, prestou serviços a seu vice Foto: ANTONIO COSTA/ANPR – 16/05/2013

Se o Fundo Eleitoral já é uma ignomínia em si, por usar bilhões de escasso dinheiro público para financiar campanhas eleitorais, que não devem ser bancadas por cidadãos, mas por partidos, a informação dada pela Justiça Eleitoral de que 1 bilhão e 700 milhões de reais foram usados em 2018 para pagar a vereadores, prefeitos e vice-prefeitos senadores para elegerem senadores e deputados ainda é pior. Muito pior. A prática substitui delitos que podem ser investigados com autores processados e punidos por uso de caixa 2, notas fiscais falsas e outros truques pela legalização da corrupção. Os cidadãos conscientes precisam dar um basta urgente nisso não elegendo candidatos dos partidos que praticam esse absurdo e mandatários do Legislativo que recorrerão a esse truque para se eleger.

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Assuntos do comentário da segunda-feira 9 de setembro de 2019

1 – Haisem – Qual a gravidade da notícia publicada pelo Estadão no fim de semana de que 1 bilhão e 700 milhões reais do Fundo Partidário, ou seja, dinheiro público foram usados para “contratar” vereadores, prefeitos e vice-prefeitos para as campanhas dos então candidatos a deputados e senadores nas últimas eleições.
2 – Carolina – Qual das partes tem razão na polêmica em torno da tentativa feita pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella, de proibir a venda na Bienal do Livro de publicações reproduzindo imagem de um beijo gay

3 – Haisem – O que você acha da passagem do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores João Vaccari Neto para o sistema semiaberto de prisão, ou seja, morar com o tio com tornozeleira eletrônica, após cumprimento de menos de 4 anos e meio de uma pena original de 45 anos e meio

4 – Carolina – O que de útil, verdadeiro e positivo para a democracia

brasileira pode ser extraído das recentes entrevistas dadas por Lula da cela de Estado Maior, onde vive, em Curitiba, nos últimos dias, especialmente a publicada atualmente na capa da revista Carta Capital

5 – Haisem – Já é possível obter alguma informação da investigação sob sigilo da Justiça sobre os hackeadores de Araraquara e suas relações com o site The Intercept Brasil, de Glenn Greenwald

6 – Carolina – O que você achou da ideia do presidente Jair Bolsonaro de receber no palanque da parada do Dia da Independência o apresentador de TV Sílvio Santos, o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, e o garoto Ivo González, que ele conduziu até o local no Rolls Royce presidencial

7 – Haisem – Fala-se muito nas bobagens que o presidente Jair Bolsonaro faz e, sobretudo, diz, mas seus adversários da esquerda não conseguem amealhar capital político usando-as. Por que será que isso acontece?

8 – Carolina – O que traz de novo para os leitores de seu blog o protagonista da semana da série Nêumanne entrevista em seu blog, o artista plástico Chico Pereira

 

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