Convite para velório tucano
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Convite para velório tucano

Do mesmo lado de PT, PDT, Rede, MDB, PSOL e Podemos na luta para preservar impunidade e privilégios dos políticos, PSDB não percebe que afunda antes dos outros sob peso dos próprios erros

José Nêumanne

05 Outubro 2018 | 11h59

Meirelles, Álvaro, Ciro, Boulos, Alckmin, Marina e Haddad tentam manter velha política em ruínas de pé. Foto: Antonio Lacerda/EFE

O jogo de empurra, ora existente na batalha campal da eleição presidencial, entre quem atribui a onda Bolsonaro Lula e quem culpa os tucanos por ela não tem a menor razão de ser e quem se dedica a esse minueto em torno do nada contempla apenas o próprio umbigo, passando ao largo da realidade. O PT, com chances de chegar ao segundo turno com o ex, vulgo Haddad, instalou-se no ninho de metralhadoras para, no poder, exterminar os que denunciaram a rapina que seus dirigentes promoveram nos cofres republicanos. E o PSDB, escondido em sua vaidade suicida, afunda desde a reeleição de FHC, passando pelo flagrante delito de Aécio e pelas trapalhadas eleitorais de Alckmin, convida o País para o próprio velório.

(Comentário para o Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na sexta-feira 5 de outubro de 2018, às 7h30m)

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Abaixo, os assuntos do comentário da sexta-feira 5 de outubro de 2018

 

1 – Haisem – Existem atualmente entre os grupos que disputam a vaga para enfrentar o líder das pesquisas da Datafolha no primeiro turno, Jair Bolsonaro, do PSL, duas versões para o que tornou possível o fenômeno Bolsonaro nestas eleições. Terá sido, a seu ver, foi o PT ou o PSDB?

 

2 – Carolina – A que você atribui a onda de pacifismo e apelos contra o ódio e contra o medo com que os 11 candidatos até agora abaixo do líder nas pesquisas, Jair Bolsoanro, preencheram o tempo de que dispõem no horário de propaganda eleitoral no rádio e na televisão?

 

3 – Haisem – O que você diz da decisão do juiz Bruno Savino, da 3.ª Vara Federal de Juiz de Fora, ao aceitar denúncia do Ministério Público Federal contra o servente de pedreiro e pedagogo Adélio Bispo de Oliveira, que esfaqueou o deputado Jair Bolsonaro em 6 de setembro naquela cidade de Minas Gerais?

 

4 – Carolina – A que conclusões você chegou ao tomar conhecimento da divulgação de mais uma pesquisa de intenção de voto para a eleição do próximo domingo dia 7, esta vinda a lume ontem à noite divulgada pela Datafolha, logo depois de outra divulgada pelo Ibope anteontem?

 

5 – Haisem – Qual é sua opinião sobre a atitude dos candidatos Daniel Silveira (a deputado federal) e Rodrigo Amorim (a deputado estadual), que rasgaram uma placa em homenagem a Marielle Franco, assassinada há 6 meses no Rio, e da declaração do deputado estadual e candidato a senador Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, de que eles “nada mais fizeram do que restaurar a ordem”?

 

6 – Carolina – Os petistas estão reclamando com veemência da divulgação ontem do reforço de acusação do Ministério Público Federal contra Lula, a quem os procuradores acusam de ter recebido propina da Odebrecht para comprar um terreno onde seria construída a sede do Instituto Lula. A seu ver, quem tem razão nesse charivari?

 

7 – Haisem – Você acha que o corregedor-geral de Justiça, ministro do Superior Tribunal de Justiça Humberto Martins, agiu bem ao dar ontem 15 dias de prazo para que o juiz Sérgio Moro justifique sua decisão de quebrar parcialmente o sigilo da delação premiada de Antônio Palocci, atendendo a pedido do PT, que considera a medida prejudicial à campanha de seu candidato, Fernando Haddad, à Presidência da República?

 

8 – Carolina – Em que a decisão tomada ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral de não permitir o endurecimento da Lei da Ficha Limpa pode prejudicar o combate à corrupção na atividade política e, em conseqüência, na gestão pública do Brasil?