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Conveniência política no Rio

De olho na troca do chefe do Ministério Público, que investiga peculato em seu gabinete na Alerj, primogênito do presidente Bolsonaro publicou volta dos interesses comuns entre palácios Guanabara e Alvorada

José Nêumanne

01 de setembro de 2020 | 20h50

Em seu terceiro dia no cargo, o governador da vez no Rio já deixou claro quem vai mandar no Estado ao anunciar que recomeçou o diálogo entre a gestão fluminense e a famiglia Bolsonaro após telefonema de Flávio. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Três dias após o afastamento de Wilson Witzel, o governador em exercício do Rio, Cláudio Castro, e a família Bolsonaro explicitaram um processo de aproximação. Castro anunciou ter conversado por telefone com o senador Flávio Bolsonaro. O Rio depende da União para assuntos como o Regime de Recuperação Fiscal, que precisa ser renovado esta semana para garantir o funcionamento da máquina do Estado. Já a família do presidente quer ter influência no Palácio Guanabara. Pois até dezembro, o governador escolherá o novo chefe do Ministério Público estadual. Essa nomeação interessa ao clã Bolsonaro, pois influenciará, por exemplo, no andamento da investigação do esquema de peculato (apropriação do salário de servidores), corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Assembleia do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que tira o sono do primogênito do presidente, senador Flávio Bolsonaro.

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Assuntos para comentário na terça-feira 1 de setembro de 2020-09-01

1 – Castro se alinha ao Planalto; Witzel recorre ao Supremo Tribunal Federal contra o afastamento. Esta notícia passou grande parte do dia de ontem em destaque no Portal do Estadão. Quais serão as conseqüências práticas que você prevê para esta informação

2 – Ministério Público do Rio conclui investigação sobre peculato no gabinete de Flávio Bolsonaro. Aqui, outra notícia ainda destacada nesta manhã na capa do Portal do Estadão. E agora, José? Vai adiantar o novo governador mudar o procurador-geral do Estado em janeiro de acordo com os interesses da família presidencial

3 – Contas da mãe do capitão Adriano revelam transferências, cheques e depósito para Queiroz. Esta é outra notícia dos resultados deste inquérito chocante. Você acha que ainda resta alguma dúvida sobre as relações do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro com as milícias

4 – Honestidade e garantismo de araque é o título de seu artigo no Blog do Nêumanne no Portal do Estadão. Que ângulo você aborda sobre esse caso que parecia não ter mais fim sobre as movimentações atípicas do gestor financeiro do gabinete do primogênito de Jair Bolsonaro na Alerj

5 – A Câmara não pode fugir à sua responsabilidade diante de temas que misturam nojo, indignação e raiva – é o título da chamada de capa do Portal do Estadão para o artigo de Eliana Cantanhêde a respeito do foro privilegiado que evita que a deputada Flordelis Souza responda pela acusação da polícia civil fluminense de ter mandado filhos matarem o marido Anderson do Carmo. Você concorda com esse raciocínio da colega

6 – Governo prevê pelo menos mais 13 anos de déficit fiscal – é a manchete da edição impressa do Estadão hoje. Qual é sua opinião sobre esse prolongamento da agonia econômica da pandemia, que acaba de ser anunciada nesta notícia

 

 

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