Conluio para acudir Lula

Conluio para acudir Lula

Dos sete ministros do STF indicados por presidentes do PT alguns ainda não tiveram coragem de soltar o ex, mas nenhum deles faltou ao apelo para impedir sua transferência para prisão de verdade e ainda tiveram três adesões

José Nêumanne

08 de agosto de 2019 | 19h31

Foto de Toffoli no STF com deputados dispensados por Maia da votação da reforma na Câmara é imagem perfeita  do “acordão”, da lavra do fotógrafo pessoal de Lula. Foto: Ricardo Stuckert

O desfile patético dos assustados, acusados, denunciados, processados e apenados da Operação Lava Jato indo a pé da Câmara dos Deputados para o TSE na mesma Praça dos Três Poderes, foi a mais óbvia demonstração da conspiração para desmantelar o combate à corrupção que pode atingi-los. Como resultado, os 11 ministros do STF se reuniram no plenário para em prazo relâmpago de nove horas impedirem a transferência do corrupto e lavador de dinheiro Lula da Silva do apartamento que ocupa na sede da Polícia Federal em Curitiba para uma prisão de verdade, o Presídio II de Tremembé, em São Paulo. Com isso ficou evidente que alguns dos sete ministros indicados por Lula e Dilma, do PT, podem evitar que o ex-presidente seja liberado do cumprimento da pena, como exige a esquerda, mas tem apoio unânime deles para não ter de viver no inferno prisional. O voto solitário de Marco Aurélio Mello, primo e indicado de Collor, tirou o zero, mas não evitou o preito de gratidão e desfaçatez dos votos deles mais os de Gilmar Mndes, Celso de Mello e Alexandre de Moraes. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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